Mais da metade da Câmara de Deputados é favorável ao voto aberto em sessões que julgam cassações de mandato

Líderes partidários que representam metade dos deputados na Câmara se dizem favoráveis ao voto aberto em sessões que julgam cassações de mandato. O líder é o deputado que negocia os principais projetos em discussão na Câmara. Ele exerce influência sobre os colegas e orienta o voto da bancada, embora os deputados do partido não sejam obrigados a obedecer à orientação.

A reportagem do Portal G1, da Globo.com, procurou os líderes dos 22 partidos com assento na Câmara. Nove (os líderes de PT, DEM, PDT, PPS, PR, PP, PRTB, PSOL e PHS) dizem defender o voto aberto em casos de processos de cassação. Esses líderes comandam bancadas que, juntas, somam 254 parlamentares, o equivalente a 50,3% dos 513 deputados.

O G1 também conversou com os líderes de PMDB (80 deputados), PSDB (53), PRB (10) e PSL (2). O líder tucano e o do PSL defendem o voto secreto. O do PMDB – segunda maior bancada depois da do PT (86 deputados) – e o do PRB disseram ainda não ter opinião formada. Os líderes dos outros nove partidos restantes (PTB, PSB, PSC, PCdoB, PHS, PRP, PTC, PMN e PTdoB) não responderam ou não foram localizados.

Na última terça (30), parlamentares que votaram pela cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) atribuíram o resultado da sessão – 265 votos pela absolvição, 166 pela cassação e 20 abstenções – ao voto secreto. De acordo com o processo de cassação ao qual a deputada respondia, ela quebrou o decoro parlamentar ao ter sido flagrada em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do chamado mensalão do DEM no Distrito Federal. (foto: Renata Araújo/Agência Brasil)

Fonte: Blog do Carlos Britto

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