Ministros do Supremo consideram que reajuste é reposição

Sérgio Lima – 2.jun.2011/Folhapress

Ministro do Supremo diz que seria possível reajuste se Executivo cortasse despesas

Os ministros do Supremo argumentam que, ao propor reajuste ao Poder Judiciário, estão, na realidade, pedindo uma reposição de perdas.

O ministro do tribunal Marco Aurélio Mello afirmou na segunda-feira que a discussão girou em torno de uma “bandeira péssima”, mas que seria possível contemplar o pedido se o Executivo cortasse despesas.

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“É preciso enxugar a máquina administrativa e não deixar que a arrecadação vá pelo ralo com administradores corruptos”, disse.

O presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), Gabriel Wedy, disse à Folha que o aumento de gastos pelo Poder do Judiciário nos últimos anos é consequência da criação de novas vagas de juízes e servidores.

Segundo ele, o aumento de servidores e de gastos com pessoal no Judiciário é uma compensação de cerca de 20 anos de “estagnação”.

Em nota, a associação disse “refutar” argumentos da presidente Dilma Rousseff, contrária aos reajustes.

Segundo dados do STF, o mais alto cargo entre os servidores do tribunal, o analista judiciário, tem salário inicial de R$ 6.551 e final de R$ 10.436. A ideia seria nivelar a remuneração do servidor do Judiciário a de um gestor do Executivo, que recebe até R$ 18.474.

Fonte: Folha.com

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