Moody’s rebaixa bancos franceses em meio à crise europeia

A Moody’s rebaixou nota de crédito dos bancos franceses Crédit Agricole e Société Générale nesta quarta-feira, citando sua exposição à dívida da Grécia, em um novo revés para os líderes da zona do euro que tentam restaurar a confiança na região.

A agência de classificação de risco deixou o BNP Paribas em revisão para rebaixamento, dizendo que a lucratividade e a base de capital do banco são amortecedores adequados para sustentar sua exposição a Grécia, Portugal e Irlanda.

Os bancos europeus estão sob pressão há vários dias, em consequência da preocupação dos mercados com a capacidade de resistirem à crise da dívida grega.

A possibilidade de que a agência de classificação de risco Moody’s rebaixasse a nota das instituições financeiras aumentou as preocupações em relação à crise da zona do euro.

O BNP Paribas, o Crédit Agricole e o Société Générale foram colocados em perspectiva negativa em junho –normalmente, depois de três meses de um anúncio do tipo, a agência divulga a nova classificação.

O Société Générale tentou apaziguar o nervosismo dizendo que adotaria medidas para garantir sua solidez, como um plano de cortes visando liberar até 4 bilhões de euros até 2013. O banco ressaltou ainda que sua exposição à dívida estrangeira na Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha está “baixa, declinando e é administrável”, totalizando 4,3 bilhões no dia 9 deste mês.

Antes do anúncio da nova classificação, na segunda-feira (12), o executivo-chefe da instituição, Frédéric Oudéa, minimizou a possibilidade de rebaixamento, afirmando que isso não mudará a visão geral sobre o banco, e negou haver conversas com o governo francês sobre um possível suporte financeiro.

Na semana passada, o BNP Paribas também divulgou uma nota sobre sua exposição à dívida estrangeira e sua liquidez, defendendo ter fundos substanciais em curto prazo em euro e um excesso de liquidez em dólar.

De acordo com o “Wall Street Journal”, a exposição geral de instituições financeiras francesas à Grécia é de cerca de US$ 65 bilhões de dólares, citando o Bank for International Settlements.

DA REUTERS

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