Morre Candeeiro, último membro do grupo de Lampião

Manoel Dantas, o Candeeiro, deixou esposa e seis filhos Foto: especial As Marias/NE10

Manoel Dantas, o Candeeiro, deixou esposa e seis filhos
Foto: especial As Marias/NE10

Morreu, aos 97 anos, o último cangaceiro do grupo de Virgulino Ferreira, o Lampião. Pernambucano de Buíque, no Sertão do Estado, Manoel Dantas Loiola tinha o codinome de Candeeiro e estava internado há cerca de uma semana devido a um derrame cerebral no Hospital Memorial de Arcoverde, onde faleceu na madrugada desta quarta-feira (24).

O ex-cangaceiro, que atualmente era mais conhecido como Seu Né, conviveu diretamente com Maria Bonita, mulher de Lampião. Em entrevista ao NE10, no ano passado, disse lembrar de quando entrou para o bando de Lampião ainda adolescente e que o apelido de “Candeeiro” lhe foi dado pelo rei do cangaço devido à energia e disposição apresentados pelo jovem cangaceiro, no ano de 1937. “Ele esteve em Angicos (AL) e sobreviveu por um golpe do destino: na noite do ataque, Lampião o mandou pegar uma encomenda de armas e munições. Poucas horas depois, acontecia o cerco das volantes”, narrou o texto.

Após ser velado em sua residência, na vila Guanumby, zona rural de Buíque, o corpo de Candeeiro foi sepultado na tarde desta quarta-feira, no cemitério da cidade. Candeeiro deixou esposa e seis filhos.

No Facebook, a sobrinha de “Tio Né”, Mayanna Dantas, deixou o seguinte comentário: “Existem pessoas que nascem para fazer e ser história. Pessoas que nascem para virar lenda, lenda essa que merece ser seguida, merece ser ouvida e sem dúvida alguma lembrada, seja por histórias, que os outros contem sobre ela, ou ainda melhor, que ela mesma conte sobre marcos de sua vida. Lembrada, por aquelas gargalhadas marcantes que dava no decorrer das suas conversas, suas danças que demonstravam o quão alegre era sua vida. Sem dúvida alguma são momentos que irão ficar na memória de centenas de pessoas que tiveram a honra de conviver com essa lenda, pessoa que cativava pelo simples sorriso de uma chegada, pelo brilho no olhar de uma pessoa que tinha vivido na juventude histórias que seriam lembradas por todo um País, e porque não?, pelo mundo”.

Fonte: Do NE10

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