Motorista de van escolar é preso acusado de estupro em SC

O motorista de uma van escolar em Penha (litoral norte de Santa Catarina) foi preso preventivamente na terça-feira (30) acusado de estupro e assédio sexual contra cinco adolescentes, entre 13 e 16 anos.

Segundo a Polícia Civil, os crimes aconteciam há cerca de três meses, dentro da própria van. Uma das adolescentes, de 13 anos, disse que mantinha relações sexuais com o motorista consensualmente há dois meses. Há a suspeita de que ela esteja grávida.

Genival dos Santos, 38, é casado, tem quatro filhos e trabalha há três anos com transporte escolar. Ele nega todas as acusações.

De acordo com a polícia, os crimes foram descobertos por meio de denúncia de um grupo de mães, que foram à delegacia acompanhadas das filhas. Todas elas relataram que eram assediadas por Santos.

“Eram brincadeiras de cunho sexual, como passar a mão na perna, ficar dizendo que a menina estava bonita, que ela era bunduda, coisas assim”, conta o agente policial Alan Coelho, da delegacia de Penha.

Segundo ele, Santos teve relações sexuais com duas das meninas –uma de 15 anos e outra de 13 (esta, por cerca de dez vezes, segundo relato da própria adolescente).

Caso seja confirmado, o abuso da menina de 13 anos será caracterizado como estupro de vulnerável (manter ato libidinoso com menor de 14 anos) –o caso da outra adolescente não se enquadra nessa classificação.

Uma terceira adolescente, de 14 anos, foi convencida a ter relação sexual e chegou a ficar sozinha na van com Santos, mas ela dormiu após ingerir grande quantidade de álcool, fornecida pelo próprio motorista.

Santos também pode ser indiciado sob suspeita de assédio sexual e de entregar substâncias que causem dependência física ou psíquica a adolescentes –no caso, álcool.

Para a polícia, o fato de cinco adolescentes, que não eram amigas, terem relatado casos semelhantes é uma prova “contundente” de que os crimes ocorreram. Além disso, no momento da prisão do motorista, foram encontrados dentro da van uma camisinha e uma lata de cerveja vazia.

O advogado de Santos, Nabor Miguel Pires, reitera que o motorista não praticou nenhum dos crimes. “Não existe nenhum laudo de conjunção carnal”, diz.

Ele afirma que pedirá nesta a revogação da prisão preventiva nesta quinta-feira. “Meu cliente é réu primário, tem trabalho, tem residência fixa e nunca se envolveu com crime de nenhuma espécie”, justifica.

Pires também ressalta que os crimes pelos quais seu cliente é acusado teriam sido cometidos “sem violência ou grave ameaça”. “A prisão preventiva é uma exceção; não se enquadra nesse caso.”

Fonte: Folha.com

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