Muricy se poupa por seu sonho

Na volta a um treino do Santos, quase dez dias depois de uma crise de hérnia, o técnico Muricy Ramalho, ainda em recuperação, estava bem-humorado, sorridente. Mas não foi sempre assim.

  Jorge Araujo – 28.out.2011/Folhapress  
Muricy sorri durante entrevista
Muricy Ramalho sorri durante entrevista

As dores sentidas antes do jogo com o Botafogo levaram Muricy a uma internação para três dias de tratamento num hospital de São Paulo.

Desde então, o treinador está afastado do time, vendo de casa a equipe ser dirigida por seu auxiliar, Tata.

Ontem, visitou os atletas. E admitiu que pensou na possibilidade de não ter condições de dirigir o Santos no Mundial, em dezembro.

“No hospital, você só pensa, ninguém te deixa dormir, para dar remédio, fazer exame. É claro que você pensa. Eu pensei [na chance de não ir para o Japão]”, afirmou.

O temor de Muricy era que os médicos decidissem por uma cirurgia para curá-lo.

“Por isso, assustei. [Em caso de cirurgia,] o afastamento é longo. Mas sou otimista, sei que não vou precisar operar. Vou me cuidar direitinho, fazer o que mandam. Se tiver recaída, pode ser que meu grande sonho não aconteça.”

“Vou me preparar como um jogador para uma batalha”, declarou. “Eu sei que é difícil para caramba [vencer o Mundial], mas é possível. O pensamento é nos preservarmos para chegar lá no limite, senão não teremos chance. É contra o Barcelona, pô!”

O treinador conversou rapidamente com os atletas ontem, mas não comandou os trabalhos. “Vim para explicar para eles a minha situação e lembrar da fase do ano em que estamos e do objetivo que ainda temos pela frente.”

Muricy disse que o tratamento das dores tem sido feito com medicamentos e fisioterapia. Sua expectativa é estar na beira do campo no duelo com o Vasco, no dia 6 de novembro, na Vila Belmiro.

O técnico também projeta a volta do meia Paulo Henrique Ganso no mesmo duelo.
O jogador, que já se recuperou de uma lesão na coxa sofrida em setembro, foi liberado nesta semana para treinar com os companheiros.

Por precaução, teve o retorno adiado –poderia ser hoje. “Mesmo não estando aqui nesses dias, tenho conversado com o pessoal. Temos que prepará-lo melhor. Temos a obrigação e a responsabilidade de recuperá-lo bem desta vez”, afirmou Muricy.

Sem Ganso, Borges, com dores musculares, e Léo, com tendinite, Tata deve manter no Pacaembu o time que iniciou o jogo com o Flamengo.

 

Com a Folha.com

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