Náutico e Sport esbarram nos próprios erros e ficam no 0x0


Sport x Náutico: muita disposição, mas pouca qualidade técnica no Clássico dos Clássicos/Foto: Guga Matos/JC Imagem

Ao contrário do primeiro confronto deste ano, Náutico e Sport deixaram os gols de lado e ficaram no empate por 0x0 neste domingo (25), nos Aflitos. A igualdade saiu melhor para os rubro-negros, que mantiveram a liderança do Campeonato Pernambucano Coca-Cola agora com 38 pontos. Já o Náutico fechou a 18ª rodada em quarto lugar, pois foi ultrapassado pelo Santa Cruz, agora em terceiro com os mesmos 35 pontos do timbu, mas levando vantagem no saldo de gols.

O lado bom foi que o time da casa manteve sua invencibilidade em seu reduto, agora de 28 jogos sob o comando de Waldemar Lemos. Por outro lado, completou seu terceiro clássico na temporada sem vitória – perdeu para o Sport e empatou com o Santa. Já Mazola Júnior manteve-se invencível em clássicos pernambucanos. Porém, seu time não vence o Náutico nos Aflitos desde 2008.

» Waldemar queria arbitragem mais rigorosa

» Mazola frustrado com o resultado

Como sempre acontece em casa, o Náutico tomou a iniciativa de jogo. E encontrou pela frente um time disposto a truncar o andamento da partida ao menos nos primeiros minutos. E o expediente utilizado pelo Sport. Com Auremir mais fixo no lado direito, praticamente como um terceiro zagueiro, Waldemar Lemos tentou repetir a estratégia que deu certo no último clássico na casa alvirrubra: Philip e Eduardo Ramos jogando abertos para infiltração dos volantes.

Os visitantes optaram por fazer faltas. Renê, Rivaldo e Thiaguinho matavam as jogadas. Porém, o maior golpe aos seis minutos. Numa falta sofrida por Rivaldo, Souza torceu o tornozelo direito e saiu de campo. O substituto, Tozo, é um volante mais marcador. Mesmo sem um jogador com passe melhor – sem contar a bola parada – o timbu continuou com mais posse de bola, já que o meio de campo de seu adversário errava passes em demasia.

O melhor do Sport era o bloqueio na frente da área. Tanto que o Náutico só conseguia mandar a bola na área de Magrão cobrando faltas e escanteios. Numa falta, obrigou o capitão rubro-negro a trabalhar. Aos 21, Jefferson mandou rasteiro e o camisa 1 da Ilha mandou a escanteio. Os leoninos deram o primeiro recado ofensivo três minutos depois. Renê ganhou de Tozo e Philip e entrou na área. Cruzou para Marcelinho, mas Elicarlos apareceu antes para cortar.

A essa altura a boa marcação do Sport adiantou-se um pouco e tirou mais o Náutico de seu campo. Ao mesmo tempo, o time da Ilha teve mais gente para tentar molestar o gol de Gideão. Marcelinho fez isso aos 30 num chute de fora da área que o goleiro timbu espalmou para frente. A resposta alvirrubra veio dois minutos depois na única jogada de bola no chão que os de vermelho e branco conseguiram finalizar dentro da área do oponente. Elicarlos deu um belo corte em Tobi e chutou. A bola ainda desviou no zagueiro antes de sair.

A última investida da etapa ficou para os rubro-negros. Renê já encontrava mais espaços para jogar, pois Auremir ficou liberado depois da entrada de Tozo. Numa dessas ele conseguiu escapar e cruzou na medida para Willians. Sozinho, o camisa 11 cabeceou torto, para fora, aos 42.

Os dois times voltaram para o segundo tempo com as mesmas formações que terminaram o primeiro. Mas o Náutico foi obrigado a mexer logo aos cinco minutos. Elicarlos, que machucara o joelho direito  nof inal do primeiro tempo não aguentou e teve que dar lugar a César Marques. Cinco minutos depois, Waldemar queimou a última alteração ao mandar Rodrigo Tiuí no posto de Philip. O time da Ilha também mexeu. Rithely entrou na vaga de Thiaguinho.

Apesar de tantas mudanças o panorama do jogo não mudou. O Náutico, sem metade de seu meio de campo titular sofreu mais. Errou mais passes e igualou – por baixo, diga-se de passagem – o nível técnico da partida. Num raro momento de inspiração, aos nove, Marcelinho tabelou com Jael e chutou em cima de Marlon.

A dificuldade de organização de jogo do Náutico ficou clara no tempo para dar uma resposta mais contundente. Mas ela veio em dose dupla. Aos 20, Jefferson cruzou fechado e Magrão espalmou. No rebote, Eduardo Ramos chutou fraco e em cima de Bruno Aguiar. Num erro de saída de bola do Sport, Eduardo Ramos lançou Rodrigo Tiuí, aos 29. Ele acertou a rede pelo lado de fora.

E ficou por aí mesmo. Os dois times esbarraram nas defesas contrárias e principalmente em seus próprios erros. Por isso, vaias ao apito final de Sandro Meira Ricci.

Ficha do jogo:

Náutico: Gideão; Auremir, Marlon, Ronaldo Alves e Jefferson; Elicarlos (César Marques), Souza (Tozo), Derley e Eduardo Ramos; Siloé e Philip (Rodrigo Tiuí). Técnico: Waldemar Lemos.

Sport: Magrão; Moacir, Bruno Aguiar, Tobi e Renê; Diogo Oliveira; Rivaldo, Thiaguinho (Rithely) e Marcelinho Paraíba; Willians (Marquinhos Gabriel) e Jael (Jheimy). Técnico: Mazola Júnior.

Local: Aflitos.  Árbitro: Sandro Meira Ricci. Assistentes: Jossemmar Diniz e Pedro Wanderley. Cartões amarelos: Derley, Eduardo Ramos, Tozo, Siloé, Rithely, Diogo Oliveira e Bruno Aguiar.

Fonte: Do Blog do Torcedor do NE10

Sobre o editor

Willames Costa
Wíllames Costa
Editor

Instagram

Parceiros do blog