Náutico poupa titulares e não sai do 0x0 com o Ypiranga

Rodrigo Lôbo/JC Imagem

Às vezes parece faltar ambição ao time do Náutico comandado pelo técnico Waldemar Lemos. Em confronto contra o Ypiranga, nesta tarde, em Santa Cruz do Capibaribe, a equipe alvirrubra poderia chegar à vice-liderança do Pernambucano Coca-Cola e encostar no líder Sport, mas poupou o zagueiro Marlon, o meia Eduardo Ramos e o atacante Siloé, alegando desgaste físico. Esses são justamente os três jogadores pendurados do time e, se tomassem o terceiro cartão amarelo, seriam desfalques para o Clássico dos Clássicos, no próximo domingo, nos Aflitos. O fato de não jogarem soou mais como estratégia da comissão técnica, que se provaria equivocada. O volante Derley também não participou, por estar suspenso.

Sem seu principal meia, Eduardo Ramos, e seu principal atacante, Siloé, e armado com oito jogadores de origem defensiva, cabendo ao volante Souza a criação de jogadas, o Náutico teve um desempenho ofensivo sofrível, resumido a jogadas de bolas paradas e chutes de longe, e não conseguiu sair do 0 x 0 contra a Máquina de Costura, que também mostrou deficiências no ataque. Com o resultado, os alvirrubros ficam com 34 pontos, atrás do Salgueiro (35) e do Sport (37). Apesar disso, o Náutico pode ultrapassar o Sport se vencer o Clássico dos Clássicos. Três pontos separam o Timbu do Leão, e o saldo de gols alvirrubro é melhor. Já o Ypiranga, quinto lugar com 25 pontos, viu o Santa Cruz, quarto, chegar aos 29 com a vitória sobre o Central. Seu próximo desafio é contra o Porto, em Caruaru, no próximo domingo (25).

Além da escolha de poupar seus destaques, o técnico Waldemar Lemos parecia não se importar com o empate por não ter soltado mais a equipe para o ataque no segundo tempo. Em suas substituições, trocou seis por meia-dúzia. Manteve um batalhão de zagueiros e volantes até o fim da partida.

O JOGO

Philip e Dorielton, substitutos de Ramos e Siloé, não atuaram no mesmo nível. O time alvirrubro teve severas dificuldades para criar chances de gol durante toda a partida. As jogadas de bola parada e os chutes de longe eram as principais esperanças em uma equipe engessada e sem articulação.

De longe, Souza e Elicarlos mandaram bons chutes ao gol, aos 4 e aos 7 minutos. O goleiro André Pereira defendeu ambas, colocando para escanteio.

Já o Ypiranga tinha como aposta a velocidade dos alas Tigrão (direita) e Teles (esquerda), além do meia Otacílio, destaque da equipe. Foi de Otacílio o primeiro grande lance do jogo, aos 9 minutos. Da entrada da área, ele chutou forte e com efeito em direção ao ângulo esquerdo da meta do Náutico. O goleiro Gideão fez um defesaço. Ainda no primeiro tempo, Otacílio teria mais uma finalização para fora e se machucaria. Thiago Laranjeira foi o substituto.

Por volta dos 18 minutos, houve reclamação de pênaltis dos dois lados. O Náutico queria pênalti em Auremir, que teria sido tocado por um defensor ao entrar na área. No minuto seguinte, o atacante Danilo Lins, do Ypiranga, não conseguiu chutar uma bola porque um defensor alvirrubro botou a perna na frente. O árbitro Carlos Costa mandou seguir. Ambos os times reclamaram.

O ritmo da partida diminuiu bastante depois dos 20 minutos. O único grande momento foi do Náutico, já perto do fim. Jefferson mandou um cruzamento da esquerda que, por pouco, Dorielton não completou para as redes. A bola seguiu em jogo, Auremir cruzou para a área e Ronaldo Alves cabeceou bem, na altura do chão, à direita do goleiro André Pereira, que fez ótima defesa.

SEGUNDO TEMPO

A pouca criatividade e a má qualidade das finalizações deram a tônica da segunda etapa, dos dois lados.

Philip não teve o discernimento do que fazer quando recebeu a bola na intermediária e tentou o chute colocado, errando o alvo, quando poderia ter tocado para a penetração de Lenon na área.

O lateral-esquerdo Teles, do Ypiranga, poderia ter batido para o gol aos 18 minutos, livre, na grande área, após passe de Thiago Laranjeira, mas demorou para bater, tentou um drible e foi desarmado.

O tempo passava, e as equipes não mudavam a sua dinâmica, apesar de substitutições terem sido feitas. No Náutico, Rodrigo Tiuí substituiu Philip, e Piauí, Dorielton. No Ypiranga, Thomas Anderson entrou na vaga de Cristiano. Perto do fim, Jaime foi acionado no lugar de Teles.

Só aos 30 minutos, um lance real de perigo de gol. O goleiro André Pereira apareceu bem tirando de soco uma bola cabeceada por Rodrigo Tiuí. Bela defesa.

Já o Ypiranga, que tomava cuidados para não ser contra-atacado, não chegava com perigo. Em um bom contragolpe, Danilo Lins conduziu demais a bola, demorou para bater ou para tocar e foi travado.

Aos 45 minutos, Auremir tentou quebrar a igualdade com uma bomba da intermediária. Mandou por cima. E o jogo acabou mesmo sem gol.

FICHA DO JOGO

Ypiranga 0 x 0 Náutico

YPIRANGA: André Pereira, Neto, Lúcio, André Lima; Tigrão, Jair, Marcos Mendes, Otacílio (Thiago Laranjeira) e Teles (Jaime); Danilo Lins e Cristiano Neves (Thomas Anderson).

NÁUTICO: Gideão, Auremir, Diego Bispo, Ronaldo Alves e Jefferson; Cesar Marques, Lenon (Marquinho), Elicarlos, Souza e Philip (Rodrigo Tiuí); Dorielton (Piauí).

Local: Otávio Limeira Alves, em Santa Cruz do Capibaribe. Cartão amarelo: nenhum. Cartão vermelho: nenhum. Árbitro: Carlos Costa. Assistentes: Jossemmar Diniz e Roberto José. Público e renda: não divulgados.

Fonte: Do Blog do Torcedor do NE10

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