Navio de minério arrendado pela Vale ameaça afundar em São Luís

Um navio com 292 metros de comprimento, fretado pela empresa Vale, está com um dano no casco e corre o risco de afundar no terminal Ponta da Madeira, de propriedade da Vale, no porto de São Luís.

Durante uma operação de carregamento de minério de ferro, na madrugada de domingo (4), dois tanques de lastro (que armazenam água para dar equilíbrio ao navio) romperam e começaram a infiltrar água para dentro da embarcação.

O navio Vale Beijing, com capacidade de transportar 400 mil toneladas de minério, é um dos maiores graneleiros do mundo. Tem 292 metros de comprimento, 45 metros de largura e 23 metros de calado máximo.

Segundo a Capitania dos Portos do Maranhão, que está acompanhando o problema, o equilíbrio do navio está sendo mantido pelo acionamento contínuo de bombas internas, que drenam a água infiltrada.

Rodrigo Baleia – 28.nov.11/Folhapress
Navio com 292 metros de comprimento, fretado pela empresa Vale, está com um dano no casco
Navio com 292 metros de comprimento, fretado pela empresa Vale, está com um dano no casco

Não há informação de vazamentos de minério ou combustível.

O capitão de mar e guerra Nelson Ricardo Calmon Bahia, capitão dos Portos do Maranhão, disse que nesta terça-feira (6) deve chegar a São Luís uma equipe de engenheiros do estaleiro responsável pelo navio, que irá tentar resolver o problema.

Segundo Calmon Bahia, não há informações ainda sobre o tamanho do dano.

A Vale, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que arrenda o navio, mas que todas as informações devem ser dadas pela proprietária da embarcação, a coreana STX PanOcean.

Por meio de nota, na noite desta segunda-feira, a Vale informou que está acompanhando as tratativas entre a STX Pan Ocean e as autoridades responsáveis e que espera que o navio seja removido nas próximas horas “para uma área de fundeio onde, com segurança, novas ações sejam tomadas pela empresa responsável”.

O escritório regional da Agência Nacional de Transportes Aquaviário, agência responsável pela fiscalização das prestações de serviço de transporte aquaviário e exploração dos portos, não tinha informação sobre o acidente nesta segunda-feira (5).

A Marinha deve elaborar um relatório sobre as causas do acidente.

Em nota, a Capitania dos Portos disse que a situação está sob controle dos tripulantes, que estão conseguindo mater a flutuação do navio em “níveis de segurança”.

Com a Folha.com

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