Nokia investe em Windows Phone para reconquistar mercado na China

A Nokia começará a vender na China em abril uma nova linha de smartphones que usa o Windows Phone, da Microsoft, uma medida para reconquistar o mercado que perdeu para Apple e Samsung.

A Nokia projetou os celulares para atrair consumidores chineses, facilitando a conexão com as plataformas de microblogs e mensagens de texto, altamente populares na China.

A China se tornou um dos mercados de maior crescimento para os fabricantes de smartphones. O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, está em Pequim para conversas com autoridades sobre problemas que variam de questões trabalhistas à disputa pela marca iPad no país.

Gustau Nacarino/Reuters
Stephen Elop, executivo-chefe da Nokia, apresenta novos celulares no Mobile World Congress, em Barcelona
Stephen Elop, executivo-chefe da Nokia, apresenta novos celulares no Mobile World Congress, em Barcelona

A decisão da Nokia será um teste importante para o Windows Phone, que até o momento teve pouco apelo. A Nokia, a maior fabricante mundial de celulares em volume, depende do sucesso da linha que roda Windows, depois de abandonar a plataforma própria de software para smartphones, no ano passado.

O presidente-executivo da Nokia, Stephen Elop, revelou dois modelos baseados no Lumia 610 e no Lumia 800 mas otimizados para redes chinesas, que chegarão inicialmente ao mercado pela China Telecom, a terceira maior operadora de telefonia móvel do país.

O Lumia 800c será vendido desbloqueado por 3.599 yuan (R$ 1.038) a partir de abril, disse Elop. O preço do 610c, que sairá na China no segundo trimestre e foi concebido como celular básico para atrair usuários jovens, ainda não foi anunciado.

A Nokia também planeja lançar as séries 700, 800 e 900 no mercado chinês, e no futuro elas estarão disponíveis para as três operadoras chinesas de telefonia móvel, incluindo a China Mobile e a China Unicom, disse o vice-presidente executivo mundial de vendas da Nokia, Colin Giles.

Giles não especificou um cronograma de lançamento desses modelos, pensados especificamente para o mercado chinês. “Temos investido pesado na China”, disse Giles a jornalistas. “Estamos inovando para a China na China, o que diversos de nossos concorrentes não fazem”, acrescentou.

DA REUTERS, EM PEQUIM E HELSINQUE

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