Obama diz que Pyongyang deve mostrar sinceridade antes de negociar

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse neste domingo (25) em Seul, que a Coreia do Norte, país que abandonou o compromisso de negociar uma desmilitarização multilateral há três anos, precisa mostrar ‘sinceridade’ antes que as negociações possam ser reiniciadas. Obama disse também que a nação não será recompensada por um “mau comportamento” e que mais sanções poderão ser consideradas caso o país leve para frente seu plano de lançar foguetes, anunciado recentemente. “Seria difícil manter a ajuda alimentar para a Coreia do Norte se eles lançarem foguetes como planejado”, disse o presidente.

Obama discursou em Seul, onde participa de um evento de segurança nuclear. Pouco antes de se pronunciar, ele teve um encontro a portas fechadas com o presidente sul coreano, Lee Myung-bak.

Coreia do Norte planeja lançar um satélite usando um foguete de longo alcance no mês que vem, o que os EUA e outras potências dizem violar uma proibição da ONU atividade de tecnologia nuclear e de mísseis porque a mesma tecnologia poderia ser usada para mísseis de longo alcance.

O presidente americano, Barack Obama, e o colega sul-coreano, Lee Myung-bak, respondem perguntas de jornalistas em Seul (Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)O presidente americano, Barack Obama, e o colega sul-coreano, Lee Myung-bak, respondem perguntas de jornalistas em Seul (Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)

Durante a manhã, Obama visitou a zona desmilitarizada (DMZ), uma faixa de 248 km que divide em duas a Península Coreana desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953). Materializada por uma zona tampão de 4 km de largura entre os dois países, que não assinaram um tratado de paz, a última fronteira da Guerra Fria é uma das mais protegidas do mundo. “Vocês estão na fronteira da liberdade”, disse a uma parte dos 28.500 soldados americanos mobilizados no Camp Bonifas.

“O contraste entre Coreia do Sul e Coreia do Norte não pode ser mais estridente, mais evidente que aqui”, destacou o presidente, que afirmou estar “orgulhoso” de suas tropas.
Do lado norte, uma grande bandeira do regime stalinista estava a meio pau para marcar o 100º dia após a morte de Kim Jong-il, que comandou o país com mão firme durante 17 anos e faleceu em dezembro. Ele foi sucedido pelo filho mais novo, Kim Jong-un.

Na entrevista coletiva, o presidente americano também destacou que a política da China para tentar moderar as provocações do aliado norte-coreano não funcionam, pois não conseguiu obter nenhuma mudança fundamental no comportamento de Pyongyang. “Minha sugestão à China é que a forma como comunicam suas preocupações à Coreia do Norte deveria provavelmente refletir o fato de que sua política nas últimas décadas não conduziu a nenhuma mudança fundamental no comportamento da Coreia do Norte”, declarou Obama.

* Com informações da Reuters e AP

Do G1, com agências internacionais*

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