Obama indica médico de origem coreana para presidir Banco Mundial

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira a indicação do médico e ativista Jim Yong Kim,53, americano de origem coreana, para ocupar a presidência do Banco Mundial no lugar do norte-americano Robert Zoellick.

Jim Yong Kim é presidente da Universidade Darmouth e atua em assuntos relacionados à promoção da saúde global. Ele nasceu em Seul (Coreia do Sul) e se mudou com sua família para os EUA aos cinco anos. Casado e com dois filhos, possui formação em Medicina e Antropologia pela Universidade de Harvard.

Ele foi diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a área de HIV/Aids. Quando ocupou o cargo, Yong-Kim admitiu o fracasso em atingir a meta da OMS para fornecer remédios antirretrovirais para 3 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento até 2005. No ano seguinte, foi eleito uma das “100 mais pessoas influentes do mundo” pela revista Time.

DIVISÃO DE CARGOS

Desde meados dos anos 40, europeus e americanos dividem a indicação dos ocupantes dos principais organismos mundiais: um europeu para o FMI (Fundo Monetário Internacional) e um americano para o BM.

Mas recentemente, as economias emergentes começaram a reivindicar uma alternativa ao acordo europeu-americano, com o seu crescente peso na economia global.

O Brasil e vários países africanos apoiam o nome da ministra nigeriana das Finanças Ngozi Okonjo-Iweala. O nome do novo presidente do Banco Mundial será conhecido no dia 21 de abril.

Bruno Domingos/Reuters
O médico e ativista Jim Yong Kim, em foto de 2005 tirada no Rio, foi indicado pela Casa Branca para ocupar a presidência do Banco Mundial
O médico e ativista Jim Yong Kim, em foto de 2005 tirada no Rio, foi indicado pela Casa Branca para ocupar a presidência do Banco Mundial

Nos cinco anos em que Zoellick esteve a frente da instituição, o banco forneceu um montante recorde de empréstimos, de US$ 247 bilhões para áreas como infraestrutura, agricultura, comércio, educação, saúde e meio ambiente.

No período, também ocorreu a maior ampliação de capital dos últimos 20 anos, com a contribuição de países emergentes, que deram mais da metade dos recursos. Do ponto de vista organizacional, o Banco Mundial aumentou a transparência e o aumento da participação de mulheres em cargos de confiança.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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