Oceano aquecido causaria prejuízo de US$ 2 tri ao ano, diz estudo

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As emissões de gases de efeito estufa podem chegar a provocar danos aos oceanos da ordem de US$ 2 trilhões ao ano até 2100, segundo estudo sueco publicado nesta quarta-feira (21).

A estimativa, feita pelo Instituto Ambiental de Estocolmo, se baseia na suposição de que as emissões de carbono que alteram o clima continuarão crescendo.

O estudo alertou que mares mais quentes provocarão a acidificação e a perda de oxigênio, afetando os peixes e os recifes de coral. A elevação do nível dos mares e as tempestades aumentarão o risco de inundações, especialmente ao longo dos litorais da África e da Ásia.

Se a tendência for mantida, a temperatura global da Terra aumentará 4ºC até o fim do século, destacou o relatório, intitulado “Avaliando o Oceano”.

Com base nesta estimativa, os custos das perdas em 2050 serão de US$ 428 bilhões ao ano ou 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Em 2100, este custo chegará a US$1,979 trilhão (0,37% do PIB).

Imagem não datada mostra vista aérea das Ilhas Seychelles, arquipélago no Oceano Índico - provável destino do casal, segundo o jornal "Daily Mirror" (Foto: AP / Wilderness Safaris)Aumento da temperatura dos oceanos pode provocar danos graves ao planeta, como excesso de tempestades, elevação do nível dos mares e prejuízo de US$ 2 trilhões por ano até 2100. (Foto: AP / Wilderness Safaris)

Ação imediata é necessária
Se as emissões baixarem e o aquecimento for limitado a 2,2ºC, os custos destas perdas em 2050 serão de US$ 105 bilhões ou 0,06% do PIB mundial, chegando a US$ 612 bilhões ou 0,11% do PIB em 2100.

“Esta não é uma previsão alarmista”, destacaram os autores do estudo, alertando que as cifras não levaram em conta os prejuízos dos pequenos países insulares afetados pela subida dos mares, nem o impacto do aquecimento nos processo básicos do oceano, tais como a reciclagem de nutrientes, que são essenciais para a vida.

“O oceano sempre foi visto como algo vasto, inconquistável e inesgotável, mas esta imagem de fartura pode ser seu pior inimigo”, destacou o documento. “A imensa escala oceânica e seu distanciamento da maior parte das nossas vidas diárias contribuiu para seu completo neglicenciamento”, ressaltou.

Da France Presse

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