Oposição quer CPI da Pró-Saúde

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Osires Damaso (DEM), criticou a postura do deputado estadual Stalin Bucar (PR)  

 

Deputado Stalen Bucar

A oposição ao governo do Estado na Assem­bleia Legisla­tiva quer criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da organização social Pró-Saúde no gerenciamento de 17 hospitais públicos estaduais, especialmente no Hospital Geral Público de Palmas (HGPP). Até a sexta-feira, 23, o deputado estadual Stalin Bucar (PR) já havia recolhido sete assinaturas das oito necessárias para o pedido de instalação da comissão de inquérito.
Segundo Stalin, o fato  determinado para a instalação da CPI da Pró-Saúde é o não cum­primento do contrato entre a instituição e a Secre­ta­ria da Saúde (Sesau) e as constantes denúncias de morte de pacientes, falta de atendimento, de profissionais, de materiais básicos de higiene e supostos desvios de recursos.
“Eles não estão cumprindo o contrato com o governo e há indícios de desvios de recursos, haja vista que a Pró-Saúde já recebeu R$ 96 milhões do governo e nós queremos saber onde foram aplicados esses recursos”, afirmou.
Além de Stalin Bucar, também assinaram o requerimento os deputados estaduais Eli Borges (PMDB), Solange Duailibe (PT), José Augusto Pugliese (PMDB), Wanderlei Barbosa (PSB), Josi Nunes (PMDB) e Luana Ribeiro (PR). O deputado Sargento Aragão (PPS) informou a Stalin que também assina o requerimento, o que já daria o número necessário para a instalação da comissão.
Stalin disse que pretende entrar na Justiça para instalar a comissão, caso a Assembleia rejeite o pedido. “Apenas as oito assinaturas já seriam suficientes para a instalação. Mas o presidente [Raimundo Moreira] deverá submeter o requerimento ao plenário para não aprová-lo. Mas vamos recorrer ao Judiciário para instalar a comissão”, afirmou.
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Osires Damaso (DEM), criticou a postura do deputado estadual Stalin Bucar (PR) em propor a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da Pró-Saúde no gerenciamento de 17 hospitais públicos estaduais. De acordo com o parlamentar, a iniciativa é totalmente sem fundamento. “Ele [Stalin] quer é deixar o nome dele na mídia enquanto vai viajar para o exterior”, disparou Damaso.
Questionado sobre uma articulação para barrar a instalação da CPI, o parlamentar avisou que se depender dele, a CPI será vetada. “Isso [CPI] não vai contribuir em nada com a saúde. Vai tirar o tempo dos profissionais que, em lugar de estarem atendendo à população, vão ter de perder tempo dando explicação de uma coisa sem fundamento”, acredita.
O deputado também de­fendeu a atuação do governo com relação à saúde do estado. “O governo está gerenciando muito bem a saúde”, disse. Sem mais detalhes, Damaso afirmou que após a terceirização a saúde do Tocantins já so­freu melhoras e mudanças. “A Pró-Saúde tem feito um bom trabalho. O problema dos atendimentos é porque a organização ainda não adequou bem a escala de trabalho dos profissionais”, explicou. Da­ma­so disse ainda que o contrato entre a Pró-Saúde e o governo do estado é transparente e que todas as ações e pagamentos estão sendo divulgados.


Fonte: Aquiles Lins / Tribuna do Planalto

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