País estava crescendo acima do potencial, diz presidente do BC

Marcelo Camargo – 05.mai.2011/Folhapress

País estava crescendo acima do
potencial, diz presidente do Banco Central

No dia em que o Banco Central reduziu a previsão de crescimento do país –de 4% para 3,5%–, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, afirmou que o Brasil estava crescendo “acima de seu potencial” no primeiro semestre deste ano.

“[A estimativa] caiu, e é necessário, em função das pressões inflacionárias”, explicou.

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De acordo com Tombini, que fez palestra para executivos de finanças em Curitiba (PR), foi determinada uma “moderação do crescimento” a partir do segundo semestre, em função dos elevados índices de inflação.

“Nossa economia crescia acima do potencial”, afirmou. “Tivemos de fazer com que ela crescesse mais em linha com a capacidade de crescimento potencial, e conter a propagação de alguns preços.”

O processo de moderação foi feito com a adoção de algumas medidas pelo governo federal –como a contenção do crédito.

Em consequência, deve haver queda da inflação nos próximos meses, segundo Tombini. “Agora, a inflação está chegando a seu pico. Depois, entra numa trajetória de queda, indo em direção ao centro da meta em 2012”, disse.

CRISE INTERNACIONAL

O presidente do BC ressaltou que o país está preparado para enfrentar a crise na economia internacional, que vem comprometendo especialmente os EUA e a Europa.

Segundo ele, o mercado interno do Brasil pode sustentar hoje o crescimento do país, independentemente do cenário externo. “Naturalmente, não somos uma ilha; dependemos da economia internacional, mas podemos transitar pelo nosso mercado doméstico, que tem boas fontes de crescimento.”

Tombini também disse que o país “tem feito o dever de casa” para enfrentar a crise, acumulando reservas de dólares e com um acompanhamento “atento” do mercado internacional.

“Diante de eventuais disfuncionalidades, o BC entrará nos mercados para assegurar o seu bom funcionamento”, afirmou, fazendo referência à ação do governo na semana passada, diante da alta repentina do dólar.

“Temos trabalhado nessa direção, de modo que essa crise não seja maior, e não tenha maior impacto para o funcionamento da economia brasileira.”

Com a Folha.com

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