Papa concede indulgência plenária aos participantes da JMJ

Cidade do Vaticano, 9 jul (EFE).- O papa Francisco determinou que os fiéis que se unam espiritualmente ou participarem da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro 22 e 29 de julho, receberão indulgência plenária, informou nesta terça-feira o Vaticano.

“O Santo Padre, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, promovida por Bento XVI, possam obter os esperados frutos de santificação da JMJ, na audiência de 3 de junho com o cardeal penitenciário-mor, concordou que os jovens e os fiéis adequadamente preparados possam desfrutar do dom da indulgência”, disse o Vaticano.

O papa também aprovou a concessão da indulgência parcial aos fiéis cada vez que elevem suas orações a Deus, concluindo com a oração oficial da JMJ e invocações devotas à Virgem Maria. EFE/Arquivo

O papa também aprovou a concessão da indulgência parcial aos fiéis cada vez que elevem suas orações a Deus, concluindo com a oração oficial da JMJ e invocações devotas à Virgem Maria. EFE/Arquivo

A indulgência será aplicada nas condições estabelecidas pela Igreja: se o fiel se confessou, recebeu a comunhão e rezou segundo as intenções do papa.

Os fiéis que não puderem participar do encontro no Rio de Janeiro também poderão obter a indulgência plenária nas mesmas condições que os presentes no evento, sempre que “sigam os mesmos ritos e exercícios pios enquanto estes forem realizados, através da televisão e rádio ou, sempre com a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social”.

O papa também aprovou a concessão da indulgência parcial aos fiéis cada vez que elevem suas orações a Deus, concluindo com a oração oficial da JMJ e invocações devotas à Virgem Maria, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, assim como aos organizadores e funcionários do encontro, para estimular os jovens a reforçar sua fé e levar uma vida santa.

A indulgência é a redução ou eliminação das penas geradas ao se cometer um pecado e que pode ser obtida em determinadas condições sempre que se esteja em estado de graça, segundo explica o “Enchiridion Indulgentiarum”, o manual das indulgências.

As indulgências surgiram pela primeira vez em 1091 e permitia diminuir a penitência por obras públicas, como a construção de igrejas.

Os papas Alexandre II e Urbano II a ofereceram a todos aqueles que participaram das cruzadas e Bonifacio VIII, o papa que convocou o primeiro jubileu, em 1300, concedeu indulgências em função do ano santo.

Martinho Lutero se rebelou contra o uso comercial das indulgências na Igreja Católica em 1517 e empreendeu a reforma luterana (protestantismo).

A Penitenciária da Cúria Romana precisou, após a revisão da “Enchiridion Indulgentiarum”, em 1999, que o propósito da indulgência não é só ajudar os fiéis a descontar as penas do pecado, mas incentivar ações de piedade, penitência e caridade.

Diante da má fama das indulgências, devido a erros do passado, o Vaticano afirmou que é preciso superar a “imagem comercial” à qual ainda seguem ligadas, porque estas são concedidas de graça.

Da EFE

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