Para evitar novos tropeços, Dilma afina Lei da Copa com ministros e líderes


2014
A presidente Dilma Rouseff reuniu nesta segunda-feira ministros e líderes do governo no Congresso para afinar o discurso sobre a Lei Geral da Copa e evitar que novos erros na articulação política atrapalhem a votação da matéria. O texto pode ser analisado nesta semana na Câmara.

No encontro, Dilma disse que essa é uma das prioridades do Planalto na agenda do Congresso e mais uma vez sustentou que é preciso aprovar um texto que contenha todos os compromissos assumidos pelo governo com a Fifa. A reunião não estava prevista na agenda.

Dilma recebeu, na sexta-feira, o presidente da entidade máxima do futebol, Joseph Blatter, e reforçou que o governo vai honrar os itens do acordo, inclusive a permissão para venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa do Mundo de 2014.

Pedro Ladeira-16.mar.2012/France Presse
Pelé, Blatter, Dilma, Aldo Rebelo e Ronaldo durante encontro em Brasília
Pelé, Blatter, Dilma, Aldo Rebelo e Ronaldo durante encontro em Brasília

Em meio à crise política do governo com a base aliada e uma sucessão de erros na coordenação política do Planalto, provocou um tumulto e quase gerou um acordo para a retirada da autorização para venda de bebidas nas arenas. O governo, no entanto, admitiu o erro, recuou e manteve a liberação.

O ministro Aldo Rebelo (Esporte) disse que o governo “respeita” as convicções religiosas dos congressistas, mas disse que essa é uma questão de Estado.

“A questão da bebida está relacionada com convicções pessoais, religiosas que o governo e todos nós respeitamos. Mas nós tratamos de compromissos assumidos pelo Estado brasileiro que devem ser cumpridos e honrados e nesse aspecto que o governo faz um apelo no sentido de que os compromissos sejam honrados”.

O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o único impasse continua sendo a questão da bebida. Ele afirmou que vai procurar os líderes da base e do governo.

Chinaglia disse ainda que os líderes da Câmara vão decidir se votam o texto do relator Vicente Cândido (PT-SP) ou a proposta original encaminhada pelo Executivo. O projeto enviado pelo Planalto suprimi a proibição de venda de bebida. Assim, a Fifa teria que negociar com os Estados, que têm legislação especificas sobre isso.

A proposta de Cândido, no entanto, autoriza a venda.

“Temos duas situações sobre as quais não há retorno. O projeto original do governo e o parecer do relator que também honra o compromisso do governo. Em princípio, qualquer uma das duas serve. Vamos definir, na reunião de líderes, aquela que dê mais conforto para a votação”.

Fonte: Da Folha.com

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