PF desiste de indiciar Deloitte em caso do PanAmericano

A Polícia Federal não encontrou provas suficientes que justificassem o indiciamento dos dois sócios da Deloitte -José Barbosa da Silva Junior e Osmar Aurélio Lujan- responsáveis pela auditoria do PanAmericano, informa reportagem de Julio Wiziack, Toni Sciarretta e Flávio Ferreira publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

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Para incriminá-los, a PF precisaria ter localizado indícios de que os dois participaram ou, ao menos, souberam das fraudes que levaram ao rombo de R$ 4,3 bilhões.

Para a PF, é possível que os auditores tenham se omitido ou cometido falha técnica. Mas essa investigação cabe ao Banco Central.

A Folha apurou que já está em curso no BC um processo que apura a atuação da Deloitte no caso.

As penas podem ser de suspensão até inabilitação dos auditores.

A Deloitte pode ser responsabilizada por não ter feito ressalvas no balanço do PanAmericano quando teve dificuldades para atestar transações envolvendo carteiras de crédito do banco vendidas a outras instituições -principal foco das fraudes.

Procurada, a Deloitte afirma que está impedida por questões de confidencialidade e de ética profissional a fornecer informações que envolvam qualquer empresa.

A Deloitte diz ainda que se colocou à disposição das autoridades competentes para cooperar com as apurações.

  Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress  

Com a Folha.com

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