Posse de novo ministro vira ato de desagravo a Orlando Silva

A posse do novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, foi marcada pelo tom de desagravo ao ex-titular da pasta, Orlando Silva (PC do B).

Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (31), a presidente Dilma Rousseff afirmou que a troca de ministros “não estava nos meus planos”, e lamentou a saída de Silva. Ele foi o sexto ministro a deixar o governo.

‘Perco um colaborador, mas preservo um partido’, diz Dilma
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“Muitas vezes somos conduzidos a situações inesperadas que temos que enfrentar. E enfrentar muitas vezes com tristeza, mas sempre com coragem e com determinação”, afirmou a presidente.

Roberto Stuckert Filho/PR
Aldo Rebelo toma posse no Ministério do Esporte no lugar de Orlando Silva
Aldo Rebelo toma posse no Ministério do Esporte no lugar de Orlando Silva

“Orlando Silva não perde o meu respeito. Desejo-lhe muito sucesso em sua cruzada pela verdade. Perco um colaborador, mas preservo o apoio de um partido cuja presença no meu governo considero fundamental”, completou Dilma.

Primeiro a discursar no evento, o ex-ministro defendeu sua inocência e foi aplaudido de pé pelos convidados presentes –ministros, governadores, prefeitos, atletas e dirigentes esportivos.

“Os dias vão passar, evidências vão surgir disso, e a verdade vai se estabelecer. É em torno dessa verdade que eu luto”, disse Silva. Ao final da cerimônia, duas longas filas de cumprimentos se formaram em torno de Silva e do novo ministro, Aldo Rebelo.

Rebelo também foi elogiado no discurso da presidente Dilma. “Ele tem plenas condições de dar continuidade às políticas prioritárias do ministério que hoje está assumindo, e estabelecer desde logo relações claras com todos os entes envolvidos na preparação da Copa do Mundo”, disse a presidente.

Em seu discurso, Aldo também defendeu o ex-titular da pasta e o partido de ambos. “O Partido Comunista do Brasil não está acima das críticas e da fatalidade humana dos erros. Como instituição democrática, está aberto a aceitar as críticas, os reparos, e a procurar corrigir qualquer deformidade ou qualquer desvio próprio das organizações humanas, sejam elas partidárias, sejam elas públicas, sejam elas privadas”, disse.

Com a Folha.com

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