Praia do Forte une belezas naturais e conforto no Litoral Norte da Bahia

Praia do Forte (Foto: Ida Sandes/G1)Banho de mar é apreciado por causa da maré calma em Praia do Forte (Foto: Ida Sandes/G1)

Os principais atrativos de Praia do Forte são as visitas às tartarugas marinhas preservadas pelo Projeto Tamar, a observação de baleias em alguns períodos do ano no Instituto Baleia Jubarte, além do banho de mar relaxante nas piscinas naturais ao longo da costa. O passeio pode começar por uma agradável caminhada na vila que se modernizou ao longo dos anos e hoje reúne grifes e restaurantes de todo o mundo. O clima é acolhedor, com ruas de pedra, arborizadas e bem sinalizadas.

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O Castelo Garcia D’Ávila com sua construção datada de 1551 completa o quadro de atrações mais famosas e que hoje representa um dos principais monumentos do patrimônio histórico e cultural brasileiro, em estilo medieval.

calendário turismo bahia praia do forte (Foto: Editoria de Arte/g1)

Ir até a Praia do Forte não é difícil. De carro, o percurso, partindo do aeroporto de Salvador, é de cerca de 50 quilômetros. A praia é um distrito do município de Mata de São João, na região metropolitana da capital. A pista é dupla na maior parte do trajeto, bem conservada e a paisagem é convidativa ao longo da BA-099 (Estrada do Coco), que dá acesso ao Litoral Norte da Bahia.

A concessionária CLN administra a rodovia e mantém um posto de pedágio com valores para veículos de passeio que variam entre R$ 4,60 (dias úteis) e R$ 6,90 (fins de semana e feriados). Outra opção é utilizar o transporte coletivo, com saídas disponíveis no aeroporto e na rodoviária da capital.

A vila é o cartão de visitas e, em meio a algumas poucas casas de moradores que resistem às mudanças, diversas lojinhas mostram aos turistas o artesanato produzido a partir do talento local. São chapéus, bolsas, redes, peças de renda e objetos de decoração que levam as características locais. Entre uma compra e outra, as tradicionais cocadas adoçam o clima do passeio.

Não demora muito para que, ao final da caminhada, os visitantes sejam presenteados com um visual encantador de mar azul e calmo. As piscinas naturais entre as pedras são atrativas para quem quer um banho apenas para descansar ou divertir as crianças. Quem não tem fôlego de chegar até a praia a pé pode optar pelas charretes guiadas por moradores, que cobram entre R$ 10 e R$ 15.

Muitas vezes, quem cansou de um dia inteiro no mar aproveita a mordomia para chegar até a pousada ou ao estacionamento. Outra opção de pausa no passeio é aproveitar os deliciosos sorvetes, sucos e bebidas geladas para encarar o tempo quente. O calor é convidativo e predomina durante quase todo o ano. As sombras das árvores ao longo do percurso completam a beleza do trajeto.

A Igreja de São Francisco, padroeiro de Praia do Forte, funciona na praça central. O templo realiza missas e abriga obras de arte do artista plástico Carlos Bastos. As celebrações são realizadas às terças-feiras e quartas-feiras às 19h30; aos sábados, às 19h; e aos domingos, às 10h.

Castelo Garcia D'ávila (Foto: Rafaela Ribeiro/G1)
Área do Castelo Garcia D’Ávila no entardecer
(Foto: Rafaela Ribeiro/G1)

Pontos turísticos
O forte que inspira o nome da praia é o ponto mais alto do distrito e fica logo na entrada de Praia do Forte. As placas indicam o caminho a seguir. O Castelo Garcia D’Ávila é considerado a primeira edificação portuguesa de arquitetura residencial militar no Brasil e ganha destaque entre os atrativos de Praia do Forte. O passeio ao local no fim da tarde, quando as luzes do pôr-do-sol dão um colorido especial ao lugar, pode render boas fotografias ao visitante. As ruínas do castelo com características medievais é a única construção do gênero em toda a América.

O contato com a natureza dá prosseguimento ao programa turístico. O Instituto Baleia Jubarte faz um trabalho de monitoramento e preservação de baleias da espécie jubarte, que podem ser vistas de perto em alguns períodos do ano no litoral da Praia do Forte. Passeios para a contemplação dos mamíferos em alto mar são organizados por agências de turismo locais. As orientações sobre os hábitos de vida desses animais, além de informações sobre o ecossistema marinho são dadas no instituto antes dos visitantes embarcarem para o passeio.

Projeto Tamar (Foto: Rafaela Ribeiro/G1)
Projeto Tamar é aberto diariamente para visitação
(Foto: Rafaela Ribeiro/G1)

Em Praia do Forte também está sediada uma das unidades do Projeto Tamar, uma entidade especializada na preservação de tartarugas marinhas na Costa Litorânea da Bahia. O local pode ser visitado diariamente, das 9h às 17h30. No verão, o período de funcionamento é ampliado das 8h30 às 19h. A entrada custa R$ 16 (adultos). Crianças de 6 anos até 17 anos pagam meia-entrada mediante apresentação de documento que comprove a idade. Menores de 6 anos não pagam para entrar.

Quem prefere um passeio com mais emoção pode conhecer a Reserva Ecológica Sapiranga. A área abriga animais silvestres, além de orquídeas, bromélias e outras plantas nativas em 600 hectares de Mata Atlântica preservados. O passeio é ótima opção para quem curte turismo de aventura e quer estar em contato com a natureza. Há trilhas sinalizadas que podem ser feitas a pé, de bicicleta ou em quadriciclo.

Hotel em Praia do Forte (Foto: Ida Sandes/G1)
Tivoli Ecoresort, na entrada de Praia do Forte, tem
acesso privilegiado à praia (Foto: Ida Sandes/G1)

Onde ficar
Praia do Forte possui aproximadamente 35 opções de hospedagem, entre pousadas, hotéis, dois resorts e um albergue com preços variados. Todas as acomodações ficam próximas aos principais pontos turísticos, à praia, restaurantes e as atrações noturnas. O albergue (hostel) contempla a opção para gastar menos durante a estadia sem deixar de lado o capricho para receber os hóspedes.

É possível encontrar quartos para casal com o conforto do ar condicionado. No período da alta estação (de 15 de dezembro a 15 de março), a diária é de R$ 195. No mesmo tipo de acomodação com ventilador, o preço cai para R$ 30. Quem não se incomoda em dormir nos quartos coletivos desembolsa R$ 50 (por pessoa) por uma diária – há quarto para até seis hóspedes. Com o fim da alta estação, esses preços são reduzidos em cerca de 40%. No período do carnaval e réveillon os preços sobem bastante.

Os dois resorts de Praia do Forte, Tivoli Ecoresort e o Iberostar Hotels & Resorts dão o tom de requinte para quem não dispensa o luxo e a sofisticação no contato com a natureza. A entrada do Tivoli fica na rua principal que dá acesso à vila. Já para chegar ao Iberostar é preciso seguir cinco quilômetros adiante da entrada principal de Praia do Forte pela BA-099. A estrada é bem sinalizada e o visitante encontra facilmente o acesso ao resort, à direita da via.

A estrutura dos estabelecimentos é composta por instalações luxuosas que prezam o contato com o meio ambiente, além de spa, acesso privilegiado à praia, suítes com vista para o mar, recreação para crianças e espaço para eventos.

Gastronomia
Quando o assunto é gastronomia, em Praia do Forte o cardápio vai da culinária baiana à internacional. Seja ela italiana, japonesa ou francesa, a vila de pescadores dispõe de uma grande variedade de restaurantes e bares. Há alternativa para quem procura fast food, para quem prefere desfrutar de um ambiente aconchegante e sofisticado ou para quem queira apreciar a comida regional em local com ambientação mais rústica.

No entanto, o que muita gente não dispensa quando vai à Praia do Forte é o famoso bolinho de peixe do Bar do Souza, um dos mais tradicionais do balneário. O estabelecimento tem duas unidades, uma na vila e outra no Projeto Tamar com uma bela vista para o mar.

O G1 foi até o local aprender a receita do aperitivo carro-chefe da casa. Quem ensina é a simpática cozinheira Dona Rosa, que há 14 anos prepara o bolinho. “Com um limãozinho e uma pimentinha fica delicioso” , ela indica.

Bolinho de Peixe do Bar do Souza
Ingredientes:
4 kg de peixe desfiado (dourado ou olho de boi)
3 cocos secos
50 gramas de cebola
50 gramas de pimentão verde
100 gramas de coentro
100 gramas de salsa
sal a gosto
3 ovos
1 kg de farinha de rosca (farinha de pão)

Como fazer
Primeiro, bata o coco seco com um pouquinho de água no liquidificador para extrair o leite. Use uma peneira para coar o líquido. Em seguida, bata no liquidificador o leite de coco com a cebola, o pimentão, a salsa, o coentro e o sal. Bata os temperos aos poucos, a medida que couber no aparelho.

Agora é a vez de juntar os temperos batidos ao peixe desfiado. Dona Rosa dá uma dica: “Às vezes ficam uns talinhos grossos dos temperos que não devem aparecer na massa. Então aí precisa bater de novo as partes grossas no liquidificador.”

Mexa a mistura dos temperos batidos com o peixe desfiado. Você terá uma massa verde. Para dar liga à massa, acrescente os ovos e mexa bem, até os ovos “sumirem” na massa. Por último, adicione farinha de rosca aos poucos até criar uma boa consistência.

Para modelar o bolinho, use a palma da mão. Em seguida, mergulhe o bolinho numa bacia com óleo pré-aquecido para fritar. “O óleo deve estar aquecido para o bolinho cozinhar por dentro e ficar bem crocante”, reforça a cozinheira.

Fonte: Do G1 BA

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