Premiê britânico diz que Itália representa um perigo para a zona do euro

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou nesta quinta-feira que a Itália representa um perigo para a zona do euro a alertou que se o país não agir agora, depois poderá ser tarde demais.

“A Itália é a terceira maior economia da zona do euro e sua situação atual é um perigo claro e presente”, disse o premiê.

Para Cameron, “o que está acontecendo na Itália é um aviso para todos os países e governos que não tenham um plano credível para lidar com débito e deficit excessivos”.

Em seu discurso desta quinta, o premiê britânico disse ainda que considera que a “a hora da verdade está se aproximando” e que, “se os líderes europeus querem salvar o euro, têm que agir já, porque quanto mais adiarem, maior é o perigo”.

CRISE

A Itália passa por um teste econômico já nesta quinta-feira, quando o Tesouro deve lançar mais 5 bilhões de euros em títulos com vencimento para 12 meses. Na quarta-feira, os juros para esse tipo de papel se aproximaram dos 7%, limite que especialistas consideram perigoso, e que já levou Grécia, Portugal e Irlanda a pedirem socorro internacional.

Num sinal da tensão, o diário econômico “Il Sole 24 Ore” publicou na sua manchete, em letras garrafais, a frase “tenham pressa”, num apelo à classe política.

O líder da bancada parlamentar do PDL, Fabrizio Cichitto, disse nesta quinta-feira que o partido estava analisando duas opções, pressionar por eleições ou apoiar um governo liderado por Monti, mas ainda não havia chegado a uma decisão.

Foi a primeira vez em que o PDL afirmou que consideraria um governo de coalizão — uma opção à qual antes se opunha fortemente.

Na quarta-feira, Napolitano tentava desesperadamente acalmar os mercados, oferecendo garantias de que Berlusconi cumprirá sua promessa de deixar o cargo assim que o Parlamento aprovar reformas econômicas. Mas a pressão dos mercados continuou, e os juros sobre os títulos de 10 anos chegaram a cerca de 7,3%.

Respeitado economista, Monti atualmente é reitor da prestigiosa universidade Bocconi, de Milão. Ele é visto como um negociador duro, que se habituou a enfrentar interesses corporativos poderosos na época em que foi comissário europeu na área de Concorrência.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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