Premiê grego diz que permanência na zona do euro está em jogo

O novo premiê da Grécia, Lucas Papademos, disse ao Parlamento nesta segunda-feira que a permanência da Grécia na zona do euro está em jogo, embora tenha defendido nos últimos dias a utilização da moeda única. No discurso, ele acrescentou ainda que a expectativa é reduzir o deficit público do país, atualmente em 10,5% (números de 2010) a cerca de 9%.

“Para manter os esforços para recuperar a economia, precisamos do apoio de nossos parceiros europeus (…) e de um novo programa de ajuste fiscal”, disse ele ao Parlamento no início de um debate que irá culminar com um voto de confiança amanhã.

  Thanassis Stavrakis/Associated Press  
Premiê grego, Lucas Papademos, durante discurso ao Parlamento
Premiê grego, Lucas Papademos, durante discurso ao Parlamento

Apoiado pelos dois principais partidos gregos — o Partido Socialista e o conservador Nova Democracia — o novo gabinete deve obter o voto de confiança com grande vantagem.

Papademos afirmou ainda que as políticas atuais pioraram a recessão e o desemprego no país.

O novo premiê começa nesta segunda-feira a gestão do governo de união nacional que deverá adotar nos próximos cem dias as medidas de austeridade necessárias para a Grécia continuar recebendo ajuda internacional.

Neste momento, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu apresenta seu programa de trabalho no Parlamento, onde os partidos políticos iniciam o trâmite para um voto de confiança ao novo Executivo.

O governo de unidade nacional conta com o respaldo de 260 deputados entre as 300 cadeiras na Câmara, já que os socialistas do Pasok, os conservadores da Nova Democracia e os extremistas do LAOS, ganharam o apoio de mais três deputados da formação centrista da ex-ministra de Relações Exteriores, Dora Bakoyannis.

Está prevista para esta semana a primeira visita a Atenas dos analistas internacionais da União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu. O país espera o desbloqueio do sexto lance de € 8 bilhões do empréstimo estipulado em maio de 2010 para que o país não quebre.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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