Preso em Palmas mais um suspeito de falsificar carteiras de habilitação

Mais uma pessoa foi presa nesta segunda-feira (8), em Palmas, na Operação Smolianoff, deflagrada pela Polícia Civil na sexta-feira (5). O instrutor de trânsito Artur da Silva Oliveira, de 29 anos, é suspeito de falsificar carteiras de habilitação. Ele se apresentou à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), na capital, acompanhado de sua advogada. De acordo com o delegado Marcelo Falcão, um dos responsáveis pela operação, já havia um mandado de prisão expedido contra ele. O suspeito foi encaminhado à Casa de Prisão Provisória de Palmas.

Policiais apreenderam documentos em casa de suspeito na última sexta-feira (5) (Foto: Rogério Oliveira/Ascom SSP-TO)

Policiais apreenderam documentos em casa de
suspeito na última sexta-feira (5)
(Foto: Rogério Oliveira/Ascom SSP-TO)

Desde que a operação foi iniciada, a Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público cumpriu 57 mandados, sendo 54 de busca e apreensão e três de prisão temporária, em 14 municípios do Tocantins, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atua na emissão fraudulenta de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) noTocantins e no Pará.

Na última sexta-feira (5), dois homens foram presos. Eles também trabalhavam em atividades ligadas ao trânsito. O ex-funcionário da Agência de Trânsito e Transporte do Município de Palmas (ATTM) e ex-proprietário de auto-escola, Ronimar José de Oliveira, 39 anos, e um funcionário de auto-escola, Leandro de Sousa Moraes, 28 anos. Este último preso em Araguaína, norte do estado.

Segundo o delegado Marcelo Falcão, os três acusados, embora tenham praticado o mesmo crime, não atuavam de forma conjunta. “Existe um intermediador. A Polícia agora apura o envolvimento de outras pessoas”. Até o momento, 30% de todo o material apreendido, incluindo documentos, computadores, processos de habilitação e fotos, estão na Deic, em Palmas.

A Polícia Civil e o Ministério Público aguardam a chegada dos outros materiais apreendidos nos 14 municípios do estado. Segundo o delegado, 10 delegacias regionais estão trabalhando na operação. “Em regra, uma investigação como esta tramita em 30 dias, mas provavelmente vamos alongar o prazo por causa da quantidade de informações e materiais apreendidos.”

O inquérito, instaurado há seis meses, investiga a participação de pessoas e órgãos na emissão de 6 mil carteiras de habilitação falsificadas. O delegado informou que boa parte delas era transferida do Pará para o Tocantins. As pessoas que tiveram suas carteiras falsificadas também serão investigadas. Podem responder criminalmente e administrativamente e, segundo o delegado, poderão ter as carteiras suspensas ou canceladas.

Fonte: Do G1 TO

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