Preso morre em tentativa de fuga do Aníbal Bruno

A tentativa de fuga de três presos terminou com a morte de um deles, na madrugada desse sábado (15), no Presídio Aníbal Bruno, no Sancho, Zona Oeste do Recife. José Antônio Fidelis de Oliveira, 43 anos, foi morto com um tiro disparado por um dos policiais militares da guarda, após lutar com o PM. O presidiário, que estava na unidade desde novembro do ano passado, ainda chegou a ser levado para o Hospital Otávio de Freitas, localizado no mesmo bairro, mas chegou morto.

José Antônio morreu na área interna do Cemitério Parque das Flores, que fica em frente ao Aníbal Bruno. Pelo relato da direção do presídio e do soldado Humberto Paulo dos Santos, autor do disparo, o preso estava armado com uma faca e teria pulado o muro do cemitério durante a tentativa de fuga. O caso teria acontecido por volta das 3h. José Antônio estava acompanhado dos presidiários Adriano Mário da Silva, 27 anos, e Carlos Eduardo de Santana, 22, que desistiram da fuga na primeira intervenção do soldado que estava na guarita de número 11, localizada na parte da frente do presídio, voltada para a Avenida Liberdade.

“O soldado relatou que foi surpreendido pelos três homens já na passarela que dá acesso às guaritas, no muro da unidade. Ao vê-los, deu um tiro de fuzil para o alto, de advertência. Os dois presos que sobreviveram retornaram na hora, desistindo da fuga. Mas José Antônio continuou e travou uma luta corporal com o militar, chegando a derrubar o fuzil”, contou o gerente executivo do Aníbal Bruno, coronel Geraldo Severiano. Em seguida, o detento pulou para fora da unidade e continuou fugindo pela avenida.

“O soldado deu o segundo tiro de advertência, mas ele não parou. O soldado então pulou atrás dele. Foi quando o preso ultrapassou o muro do cemitério. O PM relatou que, ao ver que continuava sendo perseguido, o detento puxou uma faca e tentou agredi-lo, sendo morto em seguida”, disse o coronel. Um inquérito policial militar já foi instaurado para apurar a atitude do PM e uma sindicância será aberta pela Secretaria Estadual de Ressocialização para investigar como os três detentos conseguiram sair dos pavilhões e chegar à passarela da guarda.

Do Jornal do Commercio

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