Primeiro-ministro pede que gregos ajudem a evitar “catástrofe”

Reuters

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, pediu paciência aos gregos, que estão cada vez mais furiosos com os esforços de austeridade, ao dizer em entrevista que o seu governo está lutando para evitar uma “catástrofe” financeira.

Papandreou disse que o governo está lutando para cessar com o calote das dívidas, mas ainda existem desafios.

“Eu gostaria muito de garantir a todos uma solução imediata, uma vida melhor hoje”, disse em entrevista que chegou às bancas da Grécia no sábado.

“Eu seria o homem mais feliz do mundo se eu pudesse fazer isso mas eu não posso e tenho o dever de ser honesto e dizer a verdade a cada cidadão grego”, disse.

Na próxima semana, o parlamento deve aprovar medidas, incluindo cortes nas remunerações e pensões, além de milhares de demissões nos serviços públicos.

Os principais sindicatos gregos decidiram por uma greve de 48 horas que deverá fechar a maioria dos serviços do país. A greve está sendo organizada para coincidir com a data de votação no parlamento, na quarta-feira e na quinta-feira.

CÚPULA

Ontem, o G20 –grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes– se compromete a garantir que o FMI (Fundo Monetário Internacional) disponha de recursos adequados, de acordo com o comunicado final da reunião ministerial realizada em Paris.

As vinte maiores economias desenvolvidas e emergentes prometeram ainda analisar profundamente o assunto na cúpula de Cannes (sul da França), nos dias 3 e 4 de novembro, afirmou à France Presse uma fonte próxima às negociações.

Brasil, China e Índia deixaram claro que estão dispostos a apoiar os países europeus em problemas fiscais através do FMI, com o objetivo de tentar colocar uma barreira no contágio da dívida a países como Itália ou Espanha, que ameaça o crescimento da economia mundial.

No entanto, países como Estados Unidos e Alemanha são contra esta opção.

O tema dos recursos do FMI está no centro das negociações dos ministros das Finanças e autoridades de Bancos Centrais, que se reúnem neste sábado no ministério da Economia da França, presidente temporária do grupo.

O G20 deve reiterar também seu compromisso a favor do crescimento mundial e o apoio aos bancos, além de saudar os avanços realizados na solução da crise da Eurozona.

DA REUTERS, EM ATENAS
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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