Queda do regime sírio é questão de tempo, diz secretário da Defesa dos EUA

A queda do regime sírio do presidente Bashar Assad, que reprime há meses uma mobilização opositora, é questão de tempo, afirmou nesta segunda-feira, em Tel Aviv, o secretário de Defesa americano, Leon Panetta.

“Está claro que é questão de tempo. Quando se mata seu próprio povo de um modo tão indiscriminado como tem sido feito nos últimos meses, fica bem claro que o governo perde toda sua legitimidade”, declarou Panetta em coletiva conjunta com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak.

Na Síria, segundo a ONU, a repressão causou a morte mais de 2.700 pessoas desde que teve início a mobilização contra o regime de Assada, em março passado.

Manifestações em diferentes cidades sírias expressaram nesta segunda-feira seu apoio ao Conselho Nacional Sírio, que reúne pela primeira vez todas as correntes da oposição e cuja formação foi anunciada no domingo (2) em Istambul.

Vídeos postados na página do Facebook “Syrian Revolution 2011”, motor do movimento de oposição ao regime do presidente Bashar Assad, mostraram os manifestantes em Zabadani, 50 km ao norte de Damasco, afirmando seu apoio ao Conselho Nacional Sírio e exigindo a saída do presidente.

Jack Guez/Efe
O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, em encontro com ministro da Defesa de Israel, Ehud Barack
O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, em encontro com ministro da Defesa de Israel, Ehud Barack

ENFRENTAMENTOS

As forças de segurança sírias continuaram nesta segunda-feira com suas incursões, prendendo várias pessoas em Duma, cidade situada a 20 km de Damasco, onde foram ouvidos tiros, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

As forças também reprimiram insurgentes na região central de Homs. A repressão aconteceu um dia depois de grupos da oposição síria, em encontro em Istambul, terem insistido por uma ação internacional para parar o que eles chamam de assassinatos indiscriminados de civis por autoridades.

Ativistas locais disseram que uma operação militar restava agora concentrada em Talbiseh, perto de Homs, 150 quilômetros ao norte de Damasco, depois que forças de segurança entraram na cidade próxima de Rastan, que fica na estrada entre a capital e a cidade de Aleppo, ao norte.

Durante cerca de uma semana, tropas ajudadas por tanques e helicópteros haviam combatido insurgentes e desertores do Exército em Rastan, no confronto mais sustentado desde o início da revolta da Síria, em março.

No sábado, a agência de notícias oficial da Síria informou que as forças do governo haviam retomado o controle da cidade.

Enquanto alguns oponentes de Assad pegaram em armas, outros ainda realizam protestos contra o governo de 11 anos. Manifestações noturnas foram feitas no domingo em diversos distritos de Homs.

Nesta segunda-feira, a agência estatal de notícias relatou que “grupos terroristas armados” mataram cinco pessoas na cidade. Moradores disseram que dois corpos apareceram na vizinhança sunita de Qarabid.

DA FRANCE PRESSE, EM TEL AVIV
DA REUTERS, EM AMÃ

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