Reitoria se reúne para discutir ocupação em prédio da USP

Integrantes da reitoria da USP devem se reunir nesta quarta-feira para decidir as medidas que serão tomadas em decorrência da invasão do prédio por alunos, desde a madrugada de hoje.

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A reunião, marcada para hoje à noite, deve contar com ao menos três professores, integrantes da comissão que deve negociar com os invasores. Os professores –entre eles o superintendente de relações institucionais da USP, Wanderley Messias da Costa– querem colher durante o dia informações para saber que são os manifestantes e devem também definir onde será o gabinete provisório do reitor.

A invasão ocorreu após os estudantes decidirem em assembleia que deixarão o prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas), ocupado desde a última quinta-feira (27) após a detenção de três alunos que fumavam maconha no campus.

A nova invasão é promovida por alunos que não concordaram com a decisão da assembleia. Em nota, eles voltam a pedir a revogação do convênio entre a universidade e a Polícia Militar, que permite a atuação de PMs na Cidade Universitária, e a revogação de processos contra estudantes, professores e funcionários.

O grupo invadiu a reitoria por volta da 0h, logo após a assembleia. Com os rostos cobertos com camisas e alguns armados com paus, pedras e cavaletes, eles forçaram o portão da reitoria e invadiram o prédio. Em seguida, gritavam convidando outros para se juntar em um acampamento no saguão central do prédio.

Na rua em frente ao prédio da reitoria os estudantes montaram barricadas com pedras e pedaços de madeira para impedir a aproximação de veículos. Apesar disso, o movimento é tranquilo no local na manhã desta quarta-feira, segundo a PM.

  Helio Hilarião/Folhapress  
Estudantes montam barricadas em rua de acesso à reitoria da USP após invasão realizada na noite de terça-feira
Estudantes montam barricadas em rua de acesso à reitoria da USP após invasão na noite de terça

PM

A polêmica envolvendo estudantes e Polícia Militar começou na última quinta-feira, quando três estudantes de geografia foram flagrados com maconha no estacionamento da faculdade. A abordagem desencadeou um confronto entre policiais e alunos, quando estes reagiram contra a prisão dos colegas.

Esse foi o primeiro problema envolvendo policiais e universitários desde que a PM passou a fazer a segurança do campus, há quase dois meses. O convênio entre a corporação e a USP foi assinado para tentar reduzir a criminalidade no local. Em maio, o estudante Felipe Ramos de Paiva, 24, morreu baleado numa tentativa de roubo.

Ontem, um ato a favor da permanência da PM no campus reuniu cerca de 300 pessoas na praça do Relógio, na Cidade Universitária. Entre os participantes estão alunos dos cursos de economia, administração, letras, filosofia e história.

O evento foi marcado pelos alunos no Facebook. De acordo com o texto na rede social, o movimento repudia a ocupação de prédio administrativo da FFLCH e o confronto ocorrido com a polícia no dia 27.

  Luiza Sigulem/Folhapress  
Estudante entra em confronto com a PM na USP para impedir detenção de alunos; prédio da adminsitração foi ocupado
Estudante entra em confronto com a PM para impedir detenção de alunos; prédio da adminsitração foi ocupado

Com a Folha.com

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