Relator defende continuidade de processo contra Valdemar

Saulo Cruz/Agência Câmara

Relator pede que Conselho de Ética continue a investigar Valdemar Costa Neto

O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) pediu nesta quarta-feira (28) a continuidade do processo contra Valdemar Costa Neto (PR-SP) no Conselho de Ética da Câmara. O relatório do tucano ainda precisa ser votado pelo colegiado, o que deve acontecer nesta tarde.

Valdemar, que falou pela primeira vez sobre as acusações no colegiado, mobilizou todo o PR para participar da reunião. Deputados que nem fazem parte do conselho estão presentes.

Em sua defesa, ele alega que todas as denúncias contra ele são feitas sem nenhum tipo de prova. “Todas as acusações são sobre crimes que não cometi, em acusações feitas sem que houvesse indícios, evidências ou provas dos supostos ilícitos”, disse.

Seu advogado também alega que os atos citados na representação são de mandatos anteriores e já foram mostrados pela imprensa na época.

Francischini não concorda e ressalta que o caso não é contra o PR. “O arquivamento inicial das representações sem o mínimo cuidado, zelo, cautela e espírito público de transparência condenará eternamente os parlamentares e partidos políticos citados perante a opinião pública brasileira.”

O processo contra Valdemar cita quatro casos de supostas irregularidades.

O primeiro pela carta do vereador Agnaldo Timóteo em que são narradas supostas relações “indecorosas” com integrantes de partidos políticos, entre eles, Valdemar, em cobrança de propina para a manutenção da cessão de espaço público para a Feira da Madrugada, conforme revelou a Folha. Franscischini lembra da morte do administrador da Feira, que seria uma das testemunhas no caso.

O segundo ato diz respeito a suposto abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso, que se comprova, segundo o relator, pela divulgação de vídeo, contendo suposto aliciamento e cooptação do deputado Davi Alvez Silva, para a mudança de partido, por meio de atendimento privilegiado do ex-ministro Alfredo Nascimento (Transportes).

Terceiro pela divulgação de entrevista na qual Valdemar assume suposta prática de tráfico de influência citando o interesse na nomeação de diretores de bancos para facilitação da liberação de empréstimos para prefeituras. E pela percepção de vantagens indevidas por meio de esquema de superfaturamento de obras, tráfico de influência e cobrança de propina no âmbito do Ministério dos Transportes.

Com a Folha.com

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