Rendimento bate recorde no Brasil e em São Paulo, segundo IBGE

O rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) atingiu em fevereiro o nível mais alto da série histórica, com remuneração de R$ 1.699,70. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (22) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação com janeiro, o rendimento cresceu 1,2%, enquanto a alta foi de 4,4% na relação com o mesmo mês de 2011.

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De acordo com o IBGE, o principal motivo para o rendimento médio real recorde foi a alta do salário mínimo, que subiu 14% no início deste ano, de R$ 545 para R$ 622.

O maior rendimento do país foi verificado em São Paulo, que também apresentou recorde no período. Os trabalhadores do Estado tiveram rendimento real médio de R$ 1.813, acima dos R$ 1.805 do Rio de Janeiro, o segundo colocado.

Todas as seis regiões avaliadas pelo IBGE tiveram aumento no rendimento em fevereiro frente ao verificado um ano antes. Esse crescimento está, segundo o IBGE, alinhado com o movimento de melhora da economia brasileira.

“A região que melhor paga, historicamente, é a metropolitana de São Paulo. Ainda assim, as regiões restantes, sobretudo as do Nordeste, estão melhorando seu nível de rendimentos”, afirmou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação do Trabalho e Rendimento do IBGE.

De acordo com Azeredo, o aumento do rendimento impacta principalmente nos salários da indústria e do comércio. Setores como educação e saúde, que têm um grande parcela de trabalhadores no serviço público, em geral tem seus salários reajustados em regime de dissídio.

Diante disso, grupamentos de atividades de Indústria (2,2%), Construção (1,8%) e Serviços Prestados à Empresa (1,2%) cresceram mais que o de Educação e Saúde (0,1%).

Fonte: Da Folha.com

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