Secretário de Agricultura participa de whorkshop sobre uso da energia solar no Vale do São Francisco

O secretário de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente (SEADRUMA) de Juazeiro, Agnaldo Meira participou na manhã desta quinta-feira (22), no auditório do IF Sertão Pernambucano, em Petrolina, da abertura do ‘Workshop Aplicações Inovadoras do Aquecimento Solar de Água no Vale do São Francisco’.

O evento que é uma realização do Grupo de Projetos e Pesquisas em Energia Solar do Centro Universitário (UNA) e da Embaixada Britânica; discutiu as aplicações inovadoras da energia solar na fruticultura com destaque para o aquecimento solar de água em cumprimento das exigências impostas das exportações.

A representante da UNA, a Profª. e Drª. Elizabeth Marques Pereira, explicou as possibilidades de utilizar a energia solar na fruticultura. “Primeiro há uma necessidade de se criar uma inteligência local voltada para esta área, além é claro de um projeto de capacitação e financiamento para sua utilização de forma sustentável”, destacou. Ela também informou que o projeto de energia solar, visa promover ações estruturantes para viabilizar a introdução do aquecimento solar, buscando incrementar a competitividade do setor através da aplicação de tecnologias sustentáveis para uma produção mais limpa.

Outros benefícios também foram citados durante o evento como o tratamento térmico de sementes e o de imersão de frutas na água quente para evitar e/ou combater doenças comuns a espécies da região. Para o pesquisador da Embrapa, Joston Simão de Assis, a importação de um produto agrícola em estado fresco é limitada devido à ocorrência de pragas e doenças. “Existem técnicas que vão desde o calor (água e vapor quente) até tratamentos com baixas temperaturas como o frio – cold treatment -, a fumigação e a irradiação que podem ser feitos através da energia solar”, declarou.

Vale destacar que até dezembro de 2011 já foram instalados mais de 7 milhões de m² (área) de coletores solares no Brasil, desse total apenas 2% foi instalado no setor industrial.

Para o titular da SEADRUMA, Agnaldo Meira, a região ganharia muito com a implantação adequada da energia solar, e exemplificou o uso na produção da manga. “Os níveis de temperatura requeridos para o tratamento térmico da manga e as excelentes condições climáticas locais apontam para a viabilidade técnica do uso do aquecimento solar em substituição ao aqui utilizado (gás liquefeito de petróleo – GLP). Essa é uma discussão de grande importância para o Vale do São Francisco, pois temos qualidade na produção agrícola, um rio com grande potencial e estamos dispostos a contribuir no que for necessário”, afirmou.

Fonte: Por Lene Radina/Seadruma

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