Seleção de basquete se recusa a falar sobre ausentes

O ala-armador Leandrinho e o pivô Nenê se tornaram assunto proibido na seleção masculina de basquete.

Os atletas que conquistaram a vaga para os Jogos de Londres-2012 evitaram falar sobre a situação dos dois jogadores da NBA, que pediram dispensa do Pré-Olímpico por motivos particulares e físicos.

“Sabia que eu seria perguntado sobre eles”, disse o pivô Tiago Splitter, quando questionado se concordava com uma possível convocação de Nenê e Leandrinho para a próxima Olimpíada.

“Vocês não vão ouvir minha opinião sobre isso. Quem tem que decidir é o Rubén Magnano”, afirmou o pivô.

“Não existe cadeira cativa na seleção, mas é difícil falar sobre os que não vieram. Quando estiver mais perto da Olimpíada, as coisas serão ditas”, declarou o ala-pivô Guilherme Giovannoni.

Alexandre Vidal- 19.ago.2011/Divulgação/Fla Imagem
Leandrinho fala durante entrevista coletiva no ginásio da Gávea
Leandrinho fala durante entrevista coletiva no ginásio da Gávea

“Não procuro saber os motivos dos que pediram dispensa. Se fosse um motivo que a gente não pudesse entender, então o certo seria não ir [para a Olimpíada]. Mas não sou eu quem decide”, disse o ala–armador Vítor Beníte.

Rubén Magnano se recusou a falar com os jornalistas após a final contra a Argentina, vencida pelos anfitriões por 80 a 75. O técnico da seleção brasileira havia dito, no sábado, que não queria comentar sobre o time que vai à Inglaterra em 2012.

Quem se posicionou sobre o caso foi o presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), Carlos Nunes.

O cartola defendeu a convocação do pivô Anderson Varejão, que não jogou o Pré-Olímpico porque passou por uma cirurgia no tornozelo.

“É meio complicado dizer isso, mas acho que só o Varejão tem lugar. Quem está falando é o basqueteiro Carlos Nunes, não o presidente. Mas é o sentimento de todos.”

Magnano passou por situação idêntica em seus primeiros anos à frente da seleção argentina, há dez anos.

Na convocação para o Sul–Americano de Valdivia (Chile), os atletas Marcelo Nicola e Juan Espil pediram dispensa por razões pessoais e, depois, tiveram as portas da seleção fechadas pelo técnico.

Com a Folha.com

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