Sobe para 46 total de mortes no Iraque; polícia acusa Al Qaeda

Pelo menos 46 pessoas morreram, e mais de 230 ficaram feridas, numa série de atentados no Iraque, na pior onda de violência registrada desde fevereiro. Nenhum grupo insurgente reivindicou os atentados, mas as autoridades trabalham com a hipótese de que o braco da Al Qaeda no país esteja por trás dos ataques.

O pior episódio aconteceu na cidade sagrada (para os xiitas) de Carbala, onde dois carros-bombas explodiram em uma área comercial repleta de pessoas e perto de um restaurante. Pelo menos 13 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas.

“A intenção desses ataques foi desestabilizar a situação de segurança de Carbala e de outras cidades do Iraque, bem como abalar a confiança das pessoas no governo. Parece que os terroristas querem abortar a conferência de países árabes em Bagdá. A mensagem é dirigida aos líderes árabes de que o Iraque não é um país seguro para ser visitado”, disse Hussein Shadhan al-Aboudi, membro do conselho provincial da região.

Carbala está localizada a 80 km da capital Bagdá e é o centro de peregrinação de milhares de devotos xiitas.

Mushtaq Muhammed/Reuters
Forças de segurança do Iraque investigam ataque a bomba em Carbala, uma das cidades atingidas por uma onda de violência que varreu o Iraque
Forças de segurança do Iraque investigam ataque a bomba em Carbala, uma das cidades atingidas por uma onda de violência que varreu o Iraque

Na cidade de Kirkuk, no norte, um carro-bomba explodiu perto da sede policial, matando nove pessoas e ferindo 42, disseram fontes da polícia e da saúde, enquanto que em Bagdá um carro-bomba perto do prédio do conselho provincial matou quatro e feriu 11.

Explosões também aconteceram em Baiji, Samarra, Tuz Khurmato, Daquq e Dhuluiya, todo o norte de Bagdá, em Ramadi no oeste, e Hilla, Latifiya e Mahmudiya, no sul.

A polícia em Baquba, no nordeste do Iraque, afirmou que também encontrou e desativou oito bombas, e policiais em Falluja, no oeste, disseram que desativaram uma bomba às margens de uma rua.

Autoridades não descartam novos ataques, na medida em que centenas de dignitários e jornalistas devem convergir para a capital na próxima semana.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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