Sócrates conta que pagou ingresso para jogar no Pacaembu pela 1ª vez

Na mini-série “Papo na Área”, Sócrates contou que pagou para poder jogar a primeira vez no estádio do Pacaembu contra o Corinthians.

Mas o pagamento que fez foi para conseguir entrar no estádio e porque não fazia ideia de onde ficava o vestiário. Veja abaixo o depoimento dele e do colunista da Folha Juca Kfouri.

O “Papo na Área” foi uma mini-série lancada em 2010 para promover o documentario “Ser Campeão é Detalhe”.

Sócrates morreu às 4h30 deste domingo aos 57 anos em decorrência de um choque séptico, que ocorre quando bactérias de uma infecção chegam à corrente sanguínea e se espalham pelo corpo.

O ídolo do Corinthians estava internado desde a última quinta-feira na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Albert Einsten, na zona sul de São Paulo, após dar entrada com quadro de infecção intestinal.

Além de Corinthians e Botafogo-SP, jogou também pelo Flamengo, Santos e Fiorentina, da Itália. Formado em medicina, trabalhava como comentarista na TV Cultura e colunista do “Agora São Paulo”, do Grupo Folha, e da “Carta Capital”.

CARREIRA

Conhecido como “Calcanhar de Ouro”, “Doutor” e “Magrão”, Sócrates era fumante, grande consumidor de álcool e personalidade com visão forte sobre futebol e política.

Formou-se como jogador pelo Botafogo de Ribeirão Preto e rapidamente tornou-se o melhor atleta do time, mesmo treinando menos que os demais jogadores do elenco, porque também estudava medicina à época. Deixou o time em 1978 e foi para o Corinthians, clube em que atuou por seis anos e onde sempre teve sua imagem vinculada.

Ele foi um dos líderes da “Democracia Corinthiana”, movimento que permitiu o voto de jogadores, comissão técnica e diretoria em todos os assuntos do clube, que durou até a chegada do time às semifinais do Campeonato Brasileiro de 1982 e a conquista do Paulista em 1982 e 1983. O movimento acabou em 1984.

Fotomontagem
Sócrates em vários momentos da carreira; clique na imagem e veja galeria
Sócrates em vários momentos da carreira; clique na imagem e veja galeria

Com o time, também se envolveu em manifestações de protesto contra o regime militar brasileiro, na época das “Diretas Já” e com frases como “Quero votar para presidente”. Um pôster da equipe trazia as palavras “Democracia: Vencer o campeonato é o menor detalhe.”

Com a camisa da seleção, venceu 60 partidas e marcou 21 gols durante os sete anos em que vestiu a camisa da seleção brasileira. Ele estreou em um amistoso internacional com o Paraguai, vencido pelos brasileiros por 6 x 0, em 1979.

Sócrates foi capitão da seleção em 1982, em uma das equipes consideradas as melhores de toda a história a não terem conquistado a Copa do Mundo. Atuando ao lado de outros grandes craques como Zico, Júnior, Falcão e Éder, o Brasil realizou jogos memoráveis, com gols únicos e até que um lapso do sistema defensivo levou o time verde e amarelo a uma surpreendente derrota por 3 x 2 para a Itália, nas quartas-de final.

Também defendeu o Brasil na Copa de 1986. De maneira menos espetacular que na edição anterior, a equipe ainda era considerada favorita, até a eliminação para a França nas quartas-de-final, nos pênaltis, quando Sócrates teve sua cobrança defendida por Joel Bats.

Com a Folha.com

Sobre o editor

Willames Costa
Wíllames Costa
Editor

Instagram

Parceiros do blog