Sócrates diz que álcool era parceiro e já fala em novos filhos

Quatro dias após receber alta de sua segunda internação em dois meses, o ex-jogador Sócrates, 57, apareceu ao vivo no programa de Ana Maria Braga, na TV Globo, e afirmou que ainda não pode ser submetido a um transplante de fígado. Ele sofre com problemas no órgão, que no início de setembro chegou a enfrentar uma “hemorragia digestiva alta”.

“O futuro, a gente não sabe. Não tenho nem indicação para transplante agora, porque a equipe médica que trabalha comigo tem como condição ‘sine qua non’ afastar o paciente do álcool por seis meses, e ainda faltam 60 dias para tanto”, declarou, acompanhado da mulher, Kátia Bagnarelli, de sua casa. A apresentadora estava no estúdio.

“Nunca tive abstinência, tremores… Posso ficar dias, meses, sem beber. [A bebida] é mais uma coisa comportamental, uma coisa importante para mim, talvez pela minha timidez, não sei. O álcool, de certa forma, é uma companhia, como o cigarro é. Um companheiro para ajudar a conviver nessa sociedade louca que a gente vive”, completou.

Jorge Araújo-25.ago.2011/Folhapress
Sócrates e a mulher Kátia durante a primeira internação do ex-jogador
Sócrates e a mulher Kátia durante a primeira internação do ex-jogador

Sócrates ainda disse que pretender “fazer novos filhos”, agora meninas, pois já tem seis garotos. O mais novo, Fidel, vai completar seis anos na próxima quinta-feira.

“Gostaria de agradecer ao povo brasileiro, que me coloca numa condição de representatividade acima do normal até. Foi graças a esse mesmo povo que me apoiou que me recuperei”, finalizou.

DEMOCRACIA

No período em que esteve no hospital, Sócrates ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) sedado e respirando com auxílio de aparelhos. Os médicos também colocaram um balão gástrico para conter os sangramentos no sistema digestivo.

Sócrates já tinha sido internado com esse problema no dia 19 de agosto e recebido alta no dia 27.

Formado em medicina, atualmente Sócrates trabalha como comentarista na TV Cultura e é colunista do “Agora São Paulo”, do Grupo Folha, e da “Carta Capital”.

Como jogador, ele foi um dos principais nomes da chamada ‘Democracia Corintiana’ no início dos anos 1980 no clube paulista. Jogou também pelo Flamengo e pelo Santos, além do Botafogo-SP, onde começou e terminou a carreira.

Com a Folha.com

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