Strauss-Kahn chega a Paris acompanhado da esposa

O ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn e sua mulher Anne Sinclair chegaram na manhã deste domingo (horário local) ao Aeroporto de Roissy, em Paris, em um avião da Air France procedente de Nova York.

O casal saiu apressado e sorrindo do terminal 2E do aeroporto parisiense, sem dar declarações à imprensa, e embarcou em um automóvel que os aguardava.

  Miguel Medina/France Presse  
Ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, chega ao aeroporto de Paris acompanhado de sua mulher Anne Sinclair

Strauss-Kahn havia sido detido no último dia 14 de maio no aeroporto nova-iorquino John F. Kennedy, quando estava dentro de um avião pronto para viajar a Paris, depois de ser denunciado pela camareira do hotel em que estava hospedado. Segundo a funcionária, o então diretor-gerente do FMI teria abusado sexualmente dela.

Pressionado em meio às denúncias e a sua prisão, ele acabou renunciando ao cargo no organismo internacional em maio.

O ex-diretor-gerente do FMI passou quase uma semana na cadeia, seis semanas em prisão domiciliar e dois meses impedido de sair dos EUA até que no último dia 23 de agosto o juiz Michael Obus, da Suprema Corte de Manhattan, anunciou o fim do processo criminal.

A decisão de Obus foi tomada atendendo a um pedido da promotoria, que havia apresentado um documento descrevendo mentiras e inconsistências no depoimento da camareira.

Strauss-Kahn passou ainda alguns dias em Nova York, onde comemorou sua libertação com a mulher, Anne Sinclaire, e sua filha Camille.

Em 26 de agosto, o ex-diretor-gerente do FMI voou com sua mulher para Washington, onde o casal tem uma casa no exclusivo bairro de Georgetown, para “colocar seus assuntos em ordem” e visitar a sede do organismo econômico multilateral do qual foi o principal responsável por mais de três anos.

Lá, reuniu-se com sua sucessora, a também francesa Christine Lagarde, e com antigos companheiros.

Na França, a população o aguarda divida. Uma pesquisa divulgada na semana passada aponta que 53% dos franceses não querem que o ex-diretor-gerente do FMI e antes favorito nas intenções de voto para as presidenciais de 2012 “participe do debate político nos próximos meses”, segundo levantamento publicado pela imprensa francesa na semana passada.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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