Suspeito de matar 16 civis no Afeganistão teria bebido na noite do massacre

Moradores de Panjwai participam de oração pelas vítimas do massacre (Allauddin Khan/AP)

O soldado americano suspeito de matar 16 civis afegãos no último domingo (11) havia ingerido bebida alcoólica momentos antes do massacre e sofria de estresse de combate, segundo indicou nesta quinta-feira um alto funcionário norte-americano ao jornal “The New York Times”.

O militar, ainda segundo o funcionário, também passava um momento difícil em seu casamento quando abandonou a base na província de Candahar para matar os 16 civis, a maioria crianças.

“Somando tudo, foi uma combinação de estresse, álcool e problemas domésticos (…), simplesmente ele perdeu o controle”, disse o funcionário, que acompanha a investigação e não quis ter seu nome revelado.

O soldado americano suspeito no massacre, cuja identidade não foi revelada, ainda não foi formalmente acusado e deixou o Afeganistão na última quarta-feira com destino ao Kuwait.

O Pentágono se prepara agora para transferi-lo para os Estados Unidos, provavelmente para o Fort Leavenworth (Kansas), onde deve chegar nesta sexta-feira, disse o funcionário.

Segundo a fonte, a transferência súbita para solo americano se deve a uma nova tensão diplomática com o Kuwait, que descobriu que o soldado tinha chegado a uma base dos EUA em seu território por parte da imprensa, antes de Washington alertá-lo.

Outras fontes militares apontaram nos últimos dias para a possibilidade de o álcool, cuja ingestão é proibida em zonas de combate, ter sido um fator determinante no massacre. Garrafas de bebida foram encontradas no local da base onde o sargento vivia logo após o massacre.

Segundo o funcionário, os investigadores descobriram que o suspeito havia consumido álcool por meio de dois soldados que estavam bebendo com ele na noite do incidente.

Embora o nome do soldado que realizou o massacre não tenha sido revelado, a imprensa norte-americana afirma se tratar de um sargento de 38 anos pertencentes a Base de Dados Comum de Lewis-McChord, localizada nos arredores de Seattle (EUA).

O suposto autor do massacre estava servindo pela primeira vez no Afeganistão, mas já havia estado em outras três ocasiões no Iraque.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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