União Europeia propõe nova resolução contra a Síria na ONU

Países da União Europeia propuseram uma nova resolução contra a Síria na ONU. O texto descarta sanções imediatas contra Damasco, mas considera usá-las apenas se as forças de segurança sírias não interromperem a repressão contra os manifestantes que tentam derrubar o regime do ditador Bashar Assad.

Considerado mais brando, o texto busca conquistar o apoio da China e da Rússia, tradicionais aliados da Síria que rejeitam sanções contra o país.

A nova resolução foi apresentada por Reino Unido, França, Alemanha e Portugal, e conta com o apoio dos Estados Unidos. A expectativa dos diplomatas é que ela seja votada até o final desta semana.

A resolução “exige o fim imediato de toda a violência”, segundo consta em cópias do documento obtidas por agências de notícias.

Reuters
Manifestantes saem às ruas de Homs, um dos focos da repressão do regime do ditador Bashar Assad
Manifestantes saem às ruas de Homs, um dos focos da repressão do regime do ditador Bashar Assad

Diz ainda que o Conselho de Segurança “expressa sua determinação, no caso de a Síria não cumprir esta resolução, de adotar medidas específicas, incluindo sanções”.

“Queremos mandar uma mensagem forte e unificada para assegurar que o regime de Assad não continue surdo às demandas da comunidade internacional”, disse um diplomata europeu à Reuters.

Em agosto, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Portugal apresentaram um projeto de resolução com pedido de sanções contra o ditador Assad, membros de sua família e colaboradores do regime.

Entretanto, a Rússia e a China, membros permanentes do Conselho de Segurança e, portanto, com poder de veto, ameaçaram rejeitar qualquer sanção contra a Síria.

Outras nações emergentes, como Brasil, África do Sul e Índia, também se opõem às sanções.

Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse na Assembleia Geral das Nações Unidas que os países dos Brics –Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul–, acusados pelos Estados Unidos e União Europeia de impedir as sanções, não querem violência, mas buscam soluções multilaterais aos problemas na Síria.

REPRESSÃO

Enquanto diplomatas tentam encontrar uma solução para a crise, a repressão no país continua. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado em Londres, informou pelo menos seis civis foram mortos e outros 20 ficaram feridos na terça-feira (27) pelas forças do regime de Assad.

Segundo estimativas das Nações Unidas, ao menos 2.700 pessoas morreram na Síria desde o início dos protestos.

OPOSIÇÃO

O grupo oposicionista Conselho Nacional Sírio anunciou que planeja organizar um encontro em Istambul no próximo fim de semana para tentar unificar a coalizão fragmentada, segundo informou aos jornalistas o porta-voz Bassma Kodmani.

Criado em agosto, o conselho é formado por 140 pessoas. Metade deles vivem na Síria e os seus nomes não foram divulgados por razões de segurança.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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