Willames Costa

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Cultura

6º Festival Lula Calixto

Atrações itinerantes agitam as ruas do Alto do Cruzeiro

6º Festival Lula Calixto – 9 de dez. 2011 

Maracatu Batuque do Sertão
Boi do Maracatu

Daqui a pouco, às 20h, tem o lançamento do filme “Zé Monteiro – o homem que venceu as 5 mortes”, cuja trilha foi feita pela turma do ponto de cultura Orquestra Sertão, parceiro do Coco Raízes de Arcoverde.
Dirigido e produzido por Wilson Freire, com a participação da Orquestra na realização do filme, foi possível promover o primeiro contato do grupo com sets de filmagem e trilhas para audiovisual.
Lula Moreira apresenta a Orquestra Sertão como uma banda de “pife progressivo” e conta que Lula Calixto foi seu mestre de pífano: “Com ele, aprendi a fazer, tocar e afinar pífano em outras escalas, para harmonizar com outros instrumentos”.
6º Festival Lula Calixto – 9 de dez. 2011
Tenório e Baião de Viola
Em paralelo aos shows do Alto do Cruzeiro, no palco localizado em frente à sede do Coco Raízes, atrações com ligação direta com o mestre Lula Calixto se apresentaram para um público atento, animado e fiel. Tenório e Baião de Viola inauguraram o palco com uma formação contemporânea para o toque de forró e baião, liderada por uma viola plugada. Tenório abriu o show dizendo: “Tive a honra de conhecer Lula Calixto em vida e é um grande prazer participar de um evento realizado em sua homenagem”.
Coco das Irmãs Lopes
O Coco das Irmãs Lopes entrou em seguida com sua A brincadeira no palco. A batida constante e acelerada do trupé mostrou aspectos diferentes do samba de coco típico de Arcoverde. No palco, Severina Lopes falou de sua amizade com Lula Calixto e da história de quase 100 anos do coco nesta cidade, quando seus avós chegaram de Correntes trazendo o coco na mudança. O centenário do Samba de Coco em Arcoverde deverá ser comemorado em 2016. Nos bastidores, Josefa Lopes contava histórias: “Vou fazer 76 anos. Quando eu comecei a dançar coco, a gente vivia no sítio. Não tinha luz, a casa era de barro, a gente dormia no chão, minha mãe tinha uma cama de varas. Brincando sempre”, arremata.
 Cacau Arcoverde e Treminhão
A parceria entre Cacau Arcoverde e Treminhão foi a terceira atração do palco paralelo. Sempre buscando parcerias e intercâmbios, Cacau explicou a predileção pelos maestros da Treminhão para esta parceria: “Fora a amizade, tem a musicalidade, a sinergia com a minha percussão, a complementaridade. A banda tem uma relação com a cultura tradicional. A convivência entre percussão e bateria fica mais fácil”. Tanto Cacau, como o Treminhão têm ideias de projetos em comum, ainda em segredo.
A programação noite encerrou com a poesia tornada música de Noé Lira.
6º Festival Lula Calixto – 9 de dez. 2011
Fotos: João Rogério Filho
Coco Raízes de Arcoverde
O Coco Raízes de Arcoverde abriu a primeira noite do 6º Festival Lula Calixto diante do Alto do Cruzeiro repleto de fãs. O grupo, que comemora seu 19º aniversário, é responsável pela realização do evento, que conta com o patrocínio da Funarte / Ministério da Cultura, através do Prêmio Procultura de Apoio a Festivais e Mostras de Música. Quem escolheu o palco principal para brincar, dançou muito mais coco com os grupos A Cocada e Aurinha do Coco, ambos de Olinda.
A Cocada
Aurinha do Coco
Entre um coco e outro, outras levadas surgiram ao longo da noite. O Rabecado com o CD Cerca Viva, de repertório autoral, que parte do forró, integrado a outros ritmos e influências para resultar em arranjos diferentes de tudo. Une o tradicional ao cosmopolita, produzindo um som contemporâneo. Adryana BB, apresentando-se pela primeira vez em Arcoverde, trouxe seus mixes de samba e maracatu que vêm conquistando plateias em todo o mundo.
Rabecado
A festa segue até domingo (11/12). Confira a programação.
Seis integrantes: três nas cordas, três na percussão, uma vasta cozinha. Com essa formação e influências da música popular e do rock, de Pink Floyd e Eric Clapton à cantoria, a banda Cordas e Percussões compõe canções a partir das letras de Leandro Vaz, que também toca violas de 10 e 12 cordas.  Há quase 10 anos na batalha, os músicos Silvério, Douglas Viana, Jackson André e Danilo vêm desenvolvendo este projeto em paralelo a outros solo.
Para o show que apresentam domingo (11/12) na programação do 6º Festival Lula Calixto, Emerson Calado assume a bateria como convidado.
No meio do caminho, entre fachadas de casas e o palco de apoio do Festival, como se nada estivesse acontecendo, lá estava Assis Calixto envolvido nos últimos acertos em uma dezena de tamancos. É ele quem faz os calçados que funcionam como instrumentos no coco trupé, além de compor quase todas as músicas que compõem o repertório do Coco Raízes de Arcoverde.
O preço do par de tamancos é R$15,00. Eles também podem ser encontrados na sede do Coco Raízes como lembraninhas em miniatura.
Ensaio animado ontem (08/11) à tarde na SECORA.

Além das apresentações artísticas, atividades de formação e feira musical são novidades em 2011

Com uma programação que promete ocupar dias e noites, o 6º Festival Lula Calixto vai transformar Arcoverde na Cidade da Música em pleno Sertão do Moxotó pernambucano. De 9 a 11 de dezembro, haverá palestras, workshops, feira musical e apresentações com artistas convidados de Pernambuco e outros estados. O Festival é realizado pelo Samba de Coco Raízes de Arcoverde, e conta com o patrocínio da Funarte / Ministério da Cultura, através doPrêmio Procultura de Apoio a Festivais e Mostras de Música.

A proposta desta edição é que a música ultrapasse os limites dos palcos e ganhe as ruas. Mais de 30 atrações irão se apresentar nos dois palcos localizados no Alto do Cruzeiro e em frente à sede do Ponto de Cultura Samba de Coco Raízes de Arcoverde. As atrações principais do Festival são o grupo anfitrião, que comemora seu 19º aniversário e recebe Maciel Salú, Aurinha do Coco, Jorge Riba e Passarinhos do Cerrado (GO). Entre os convidados, tem muita música arcoverdense, com destaque para o Coco das Irmãs Lopes – uma das famílias pioneiras do Coco de Trupé -, Cacau de Arcoverde e Tonino de Arcoverde.

Além dos palcos, outros seis grupos seguirão em cortejos pelas ruas da cidade, o que deve trazer um clima carnavalesco ao evento. Entre os grupos, estão a animação contagiante do Boi da Macuca, os tão diversos Maracatus Piaba de Ouro e Porto Rico, a brincadeira dos Caretas de Triunfo e a arcoverdense Banda de Pífano Santa Luzia. Dois grupos irão se apresentar por noite, a partir das 21h.

Durante o dia, a pedida é participar dos workshops e palestras que vão acontecer na sede do Ponto de Cultura Samba de Coco Raízes de Arcoverde. O objetivo da introdução de atividades de formação no Festival é provocar práticas e reflexões sobre o mercado da música e o universo da cultura popular. Os temas abordados vão de Coco de Trupé a inclusão digital e musical na internet, de Cavalo Marinho a questões sobre Direitos Autorais. Os conteúdos escolhidos para as atividades são introdutórios e contam com carga horária de 2 h/aulas.

A outra inovação desta edição é a realização da primeira Feira da Música de Arcoverde, montada durante todas as tardes do Festival na rua do palco principal, no Alto do Cruzeiro. A ideia da Feira é oferecer oportunidade para músicos e grupos independentes darem visibilidade ao seu trabalho e comercializarem seus produtos. A estrutura montada dará suporte para os artistas exporem CDs, material de divulgação do seu trabalho autoral, mas também a história da música popular nordestina.

A expectativa de público que irá circular no bairro Alto do Cruzeiro durante o evento é de aproximadamente dez mil pessoas. Mas, quem não puder estar presente, poderá acompanhar a cobertura completa do 6º Festival Lula Calixto através do blog www.festivallulacalixto.blogspot.com.

ORIGENS

Lula Calixto foi o mestre do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, brincadeira fundada em 15 de agosto de 1992, que nasceu da história de afeto entre as famílias Gomes e Calixto, unidas em torno do Coco de Trupé. Para essas famílias, o Coco não é apenas uma batida de pandeiro ou uma dança, é a representação da aliança, de um modo de vida. Ferrenho defensor da cultura popular sertaneja, o mestre ganhou o respeito e o carinho de artistas e grupos em todo o Brasil.

Em 1999, Lula Calixto faleceu aos 57 anos. Desde então, todo mês de novembro, a família vem recebendo amigos para comemorar o aniversário do mestre, mantendo viva sua lembrança, tocando e dançando Coco de Trupé. O que começou como uma reunião de amigos foi crescendo até a criação do Festival Lula Calixto, em 2005. A primeira edição aconteceu sem patrocínio, na rua mesmo, e contou com a participação do Samba de Coco Raízes, Rabecado, Aurinha do Coco, Maracatu Nação Porto Rico, Afoxé Oyá Alaxé, Coco das Irmãs Lopes, entre outros artistas e grupos.

Com a informação do festivallulacalixto

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