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À espera de observadores internacionais, violência segue na Síria

afp

No dia em que um grupo de observadores internacionais da Liga Árabe deve chegar na Síria para avaliar a onda de violência no país, ativistas relataram mais mortes de opositores ao regime de Bashar Assad acontecendo nesta quinta-feira.

Segundo relatos de ativistas da oposição, ao menos nove pessoas morreram hoje, incluindo seis na província central de Homs e duas na cidade de Idlib, que, segundo manifestantes, foi um dos principais alvos nos últimos dias das ações repressivas das forças sírias.

A estimativa é de que aproximadamente 250 pessoas tenham morrido na escalada da violência ocorrida nos últimos dois dias, em especial na região de Idlib.

De acordo com informações da rede de TV Al Jazeera, com sede no Qatar, a violência contra dissidentes aumentou em um momento em que soldados desertores tomaram controle de algumas cidades e vilas, criando também um tipo de refúgio para manifestantes de outras regiões.

Ainda segundo o veículo, a província de Idlib é um foco de preocupação do regime por estar perto da fronteira com a Turquia, que passou a criticar as autoridades sírias e apoiar o movimento opositor. A tomada da província significaria a liberação de uma rota de suprimentos.

As ações violentas das forças de segurança na região gerou indignação internacional. A França chamou as operações de “massacre sem precedentes” e os Estados Unidos afirmou que as autoridades sírias “violaram em flagrante seu comprometimento em acabar com a violência”.

Na terça-feira (20), o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, anunciou que um grupo de observadores chegaria nesta quinta para adiantar os trabalhos de 150 monitores que serão enviados no domingo ao país em prol do fim das ações repressivas por parte do regime.

Eles vão fiscalizar o cumprimento da Síria da iniciativa da Liga Árabe, que pede o fim dos ataques, a retirada das tropas das ruas e a libertação de manifestantes detidos.

O regime havia assinado um dia no Cairo o acordo da Liga Árabe que prevê a entrada de observadores internacionais na Síria, como parte do esforço internacional para pôr fim à repressão aos protestos populares que, desde meados de março, pedem a saída de Assad do poder.

REPRESSÃO

No início da semana, Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que condena os direitos humanos na Síria, onde a repressão do regime a protestos populares deixaram mais de 5.000 mortos, segundo estimativas da própria ONU.

Apesar da estimativa, o regime se defende dizendo que está combatendo grupos armados terroristas apoiados por interesses estrangeiros. Segundo as autoridades sírias, cerca de 1.100 membros das forças de segurança já morreram nas ações contra o terrorismo no país.

Com o mesmo argumento, Assad promulgou na terça uma lei que estabelece pena de morte para quem distribuir ou contribuir na distribuição de armamentos para grupos que “planejam cometer atos terroristas”, em sinal de que o regime, apesar das promessas, continua suas ações repressivas contra a população.

Segundo a agência estatal de notícias Sana, a lei prevê ainda punição perpétua de trabalho forçado para quem contrabandear armas com o objetivo de traficá-las para quem quer cometer “atos terroristas”.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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