Willames Costa

Compromisso com a informação

Destaque Saúde

Aids mata diariamente 9 pessoas no Estado de São Paulo

Em 2010, houve uma redução no número de óbitos por HIV, vírus que provoca a Aids, no Estado de São Paulo. Em média, 9 pessoas morreram diariamente em decorrência da doença.

Segundo dados do Programa Estadual de DST/Aids, divulgados hoje pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, 3.141 pessoas morreram no ano passado.

Incidência de Aids é maior em municípios do Sul

O programa indica que a taxa de mortalidade foi de 7,6 mortes por 100 mil habitantes nesse período e, no anterior, em 2009, um pouco mais, de 7,9.

Para comparação, 7.739 portadores de HIV morreram em 1995.

A razão da queda segue uma tendência já verificada mundialmente, decorrente do maior acesso aos medicamentos.

“Vemos uma queda expressiva da mortalidade desde 1997, quando houve a introdução da terapia dos retrovirais de alta potência”, explica a epidemiologista Mariza Vono Trancredi, da Divisão de Epidemiologia do Programa Estadual de DST/Aids.

Desde o início da epidemia, em 1980, até junho deste ano, foram 212.271 casos notificados de Aids no Estado de São Paulo.

Desse total, 6.689 são relativos a 2010 e outros 2.407 ao primeiro semestre deste ano –a contagem final será encerrada no fim do primeiro semestre de 2012.

USUÁRIOS DE DROGAS

O boletim indica ainda que a maior redução de casos de Aids no período 2000-2010 se deu entre os usuários de drogas injetáveis.

A redução de 73,2% é resultado das campanhas maciças de conscientização, explica Trancredi, e também da mudança de comportamento, com o surgimento de novos tipos de drogas, como o crack, no lugar das injetáveis.

Já entre homens que fazem sexo com homens, registrou-se um crescimento de 52,4% das infecções nos últimos dez anos. Nos grupos heterossexuais, ficou em 30,5%.

Com a Folha.com

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *