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Al-Qaeda iraquiana estaria por trás de atentados na Síria, diz jornal dos EUA

Informação comprovaria tese de Assad de que terroristas sabotam regime.
Crise política na Síria já deixou mais de 5.400 mortos.

A facção iraquiana da rede terrorista da al-Qaeda estaria por trás dos dois recentes atentados com explosivos em Damasco, capital da Síria, e provavelmente dos ataques terroristas realizados na sexta-feira (11) em Aleppo, onde morreram 28 pessoas, segundo o “McClatchy Newspapers”.

Citando altos oficiais americanos não identificados, a cadeia de jornais afirma que os fatos parecem comprovar as acusações do presidente sírio Bashar al Assad sobre o envolvimento da al-Qaeda na revolta contra seu regime, que já deixou mais de 5.400 mortos desde março de 2011, segundo a ONU.

A oposição síria afirma que o regime Assad realizou os atentados para desacreditar o movimento democrático, recorda o texto.

A presença da al-Qaeda na Síria também abre a possibilidade de que os extremistas islâmicos tentem controlar a rebelião, segundo a reportagem.

Prédio da inteligência síria destruído após atentado nesta sexta-feira (10) em Aleppo (Foto: AP)Prédio da inteligência síria destruído após atentado nesta sexta-feira (10) em Aleppo (Foto: AP)

Relatórios da inteligência americana indicam que os ataques foram realizados por ordem do egípcio Ayman al-Zawahiri, que assumiu a liderança da al-Qaeda depois da morte de Osama bin Laden no ano passado.

Oficiais americanos teriam relatado que a al-Qaeda no Iraque (AQI) começou a se envolver na Síria depois que as forças de segurança de Assad e grupos leais a seu regime iniciaram a sangrenta repressão das manifestações da oposição, segundo o jornal.

Finalmente, Zawahiri autorizou a AQI a começar com suas operações na Síria, o que aparentemente é a primeira vez que a facção da al-Qaeda opera fora do Iraque, enfatiza o McClatchy Newspapers.

Armas
Jihadistas entraram na Síria a partir do Iraque e também entregaram armas à oposição, afirmou neste sábado o vice-ministro do Interior iraquiano, Adan al Asadi.

“Temos informações de nossos serviços de inteligência de que certo número de jihadistas iraquianos entraram na Síria. Além disso, contrabandearam armas para esse país”, declarou o ministro.

“As armas são levadas de Bagdá à província de Nínive (norte) e seus preços aumentaram, já que são enviadas à oposição na Síria. Dessa forma, o preço de um fuzil Kalashnikov que valia entre US$ 100 e US$ 200 passou a US$ 1.000 ou US$ 1.500”, acrescentou.

Da AFP

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