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Ao menos 17 morrem em naufrágio na República Dominicana

Várias pessoas ficaram feridas; desaparecidos ainda são ao menos 20.
Dominicanos fazem travessia arriscada buscando empregos em Porto Rico.

As autoridades dominicanas estão investigando o naufrágio de um barco carregado de imigrantes que deixou 17 mortos, vários feridos e ao menos 20 desaparecidos na costa nordeste da República Dominicana, disseram autoridades.

Uma frágil embarcação com mais de 60 pessoas a bordo que partiu no sábado (4) da costa de Nagua, 210 quilômetros a nordeste de Santo Domingo, naufragou nas proximidades de Cayo Levantado, na Bahía de Samaná, segundo representantes da Marinha dominicana.

As autoridades informaram que 18 passageiros foram resgatados e encaminhados para um centro médico com ferimentos. Cinco sobreviventes ainda estavam sendo tratados nesta segunda-feira, e uma mulher encontrava-se em estado grave.

Familiar acompanha de barco o transporte de um caixão com o corpo de uma das vítimas do naufrágio na República Dominicana, no domingo (5) (Foto: AP)Familiar acompanha de barco o transporte de um caixão com o corpo de uma das vítimas do naufrágio na República Dominicana, no domingo (5) (Foto: AP)

Barcos dominicanos realizaram uma busca por sobreviventes durante o fim de semana. A Guarda Costeira norte-americana enviou três helicópteros e um navio para a área do naufrágio na tarde de sábado (4) a pedido das autoridades do país, disse o porta-voz da Guarda Costeira, Ricardo Castrodad.

Alguns dos sobreviventes disseram às autoridades que pagaram aos traficantes 40.000 pesos (R$ 1.765) para organizar a viagem.

Dominicanos pobres que buscam melhores oportunidades embarcam em barcos precários e lotados para tentar cruzar o Canal de Mona até o litoral de Porto Rico, mas muitos morrem durante a tentativa.

O perigoso estreito de 130 quilômetros é uma via marítima muito usada que une o Mar Caribe e o oceano Atlântico e é conhecido por suas marés e bancos de areia pouco profundos.

O procurador-geral pediu aos promotores da região que intensifiquem as investigações para encontrar os organizadores destas travessias e levá-los à Justiça. Há três suspeitos detidos.

Da Reuters

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