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Bahia

Ao menos 23 PMs já foram presos por aderir à greve no Rio

A Polícia Militar do Rio já prendeu ao menos 23 policiais nesta sexta-feria depois que uma greve geral de policiais e bombeiros foi deflagrada no Estado. Os motivos das prisões foram a recusa a sair às ruas para trabalhar ou por incitar o movimento, segundo o comando da corporação.

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Desse total, 14 prisões aconteceram em batalhões localizados na cidade do Rio. Outros nove são de mandados expedidos pela Justiça. Dois policiais ainda não foram presos, e a corporação espera que eles se apresentem.

O comando da PM do Rio resolveu jogar duro com os policiais que resolveram aderir ao movimento. Um boletim interno da corporação divulgado hoje traz novas normas para levar o policial grevista de forma mais rápida ao Conselho de Disciplina –e a uma consequente expulsão da PM.

Vanderlei Almeida/France Presse
Representantes do movimento grevista na polícia e no Corpo de Bombeiros concedem entrevista coletiva nesta sexta-feira
Representantes do movimento grevista na polícia e no Corpo de Bombeiros concedem entrevista coletiva

No início da manhã, delegacias de Volta Redonda e de Barra do Piraí ficaram fechadas, mas voltaram a funcionar por volta das 11h. As patrulhas que resolvem aderir à greve estão decidindo não ir às ruas ou então, saem e se reúnem em um ponto específico.

Os batalhões da região sul do Estado também aderiram ao movimento. Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram enviados à região para garantir a segurança nas cidades. Outra equipe do Batalhão de Choque foi enviada a Campos, no norte fluminense.

LÍDERES

A Justiça expediu mandado de prisão contra 11 policiais apontados pela corporação como líderes do movimento, 6 deles lotados no batalhão de Volta Redonda.

Dois se apresentaram no fim da manhã: o major da reserva Helio Oliveira e o cabo João Carlos Gurgel. Além deles, ainda foi detido o coronel Paulo Ricardo Paul.

Silvia Izquierdo/Associated Press
Batalhão de Choque fazem patrulhamento no Rio durante greve das polícias Civil, Militar e dos bombeiros
Batalhão de Choque fazem patrulhamento no Rio durante greve das polícias Civil, Militar e dos bombeiros

Desde a noite de quarta-feira (8) o cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Dacioloestá no presídio de segurança máxima de Bangu 1, na zona oeste do Rio. Ele é apontado como responsável por incitar a greve no Rio e em outros Estados.

Às 5h30, um helicóptero chegou ao batalhão de Volta Redonda com o corregedor da PM, o coronel Waldyr Soares Filho. Ele levava os seis mandados de prisão contra os líderes do movimento na região, todos lotados na unidade.

Editoria de Arte/Folhapress


Com a Folha.com

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