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Apesar de denúncias, Chávez felicita vitória de Putin em telefonema

Reuters

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, telefonou na quinta-feira para o primeiro-ministro, Vladimir Putin, pela “grande vitória” de seu partido nas eleições parlamentares no domingo passado, questionadas por observadores internacionais e por protestos populares nas ruas.

De acordo com um comunicado da chancelaria venezuelana, Chávez felicitou o premiê russo “pela grande vitória de seu partido” nos comícios, que precedem “vitória certa nas presidenciais” de março, na qual Putin tenta regressar à presidência.

Desde de domingo, milhares de russos se manifestam contra os resultados das eleições legislativas, das quais o partido de Putin, a Rússia Unida, saiu vencedor. EUA e Europa criticaram o governo depois que a OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa) denunciou irregularidades “frequentes” durante o pleito.

A oposição russa se prepara para inéditas manifestações em Moscou e em algumas províncias previstas para este sábado, nas quais milhares de pessoas devem participar para questionar a vitória do partido de Putin nas legislativas de 4 de dezembro.

O Solidarnost, um dos movimentos de oposição que convoca os protestos através das redes sociais, indicou ter recebido a autorização do município de Moscou para organizar na Praça dos Pântanos, no centro da cidade, uma manifestação com um número de participantes de até 30 mil pessoas.

Nesta sexta-feira ao meio-dia, mais de 33 mil pessoas anunciavam sua intenção de participar da manifestação em Moscou, segundo a página do Facebook consagrada à “manifestação por eleições honestas”.

Também estão previstos protestos em várias outras cidades, em São Petersburgo, no Ural e na Sibéria, para exigir a anulação destas eleições, marcadas, segundo a oposição e ONGs, por fraudes massivas. Tal mobilização não tem precedentes desde a chegada ao poder de Vladimir Putin, em 2000.

O ministro russo do Interior, Rachid Nurgaliev, advertiu que a polícia colocaria fim a “qualquer tentativa de organizar uma manifestação não autorizada”.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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