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Após mais de 50 mortes, enviado da ONU insiste em cessar-fogo na Síria

O enviado da ONU e da Liga Árabe para a crise política da Síria, Kofi Annan, voltou a insistir para que governo e rebeldes cumpram o cessar-fogo no país.

Nesta terça, vencia o prazo para que o regime do contestado presidente Bashar al Assad começasse a retirar as tropas das cidades em confronto, mas ainda não estava claro se isso estava realmente acontecendo.

Segundo relatos da oposição, pelo menos 50 pessoas morreram em confrontos no país nesta terça.

“Todos os esforços devem ser feitos para assegurar que o governo e a oposição da Síria cumpram com o prazo de quinta-feira para encerrar um ano de conflito que matou milhares, disse Annan em carta ao Conselho de Segurança da ONU.

“A liderança da síria deveria agarrar a oportunidade para fazer uma mudança fundamental de curso”, disse.

“É essencial que as próximas 48 horas tragam sinais de imediatas e indiscutíveis mudanças na postura militar das forças do governo através do país”, disse.

Ele acrescentou que a oposição também deveria parar de combater, para “não dar desculpas ao governo para renegar seus compromissos”.

Em visita a refugiados sírios na Turquia, Annan disse que o Exército da Síria “se retira de alguns locais, mas se desloca a outros” nos quais não havia operado antes.

Annan afirmou que é cedo para dizer se o plano de paz fracassou e voltou a apelar pelo fim da violência de todas as partes.

Ele disse que não deve haver pré-condições para a trégua na Síria e que o plano de paz patrocinado pela ONU para acabar com o conflito que já dura 13 meses no país ainda está sobre a mesa.

Pouco antes, a Síria informou à sua aliada Rússia que parte de suas tropas começou a se retirar de Homs, feudo da resistência rebelde.

“Durante as negociações (dos chefes da diplomacia de ambos os países), o ministro sírio transmitiu a Moscou informações oficiais que acabava de receber de Damasco, segundo as quais uma parte das tropas governamentais em Homs regressou aos seus quartéis”, declarou o ministério em um comunicado.

O enviado da ONU, Kofi Annan, é recebido por crianças sírias em campo de refugiados na província turca de Hatay (Foto: AFP)O enviado da ONU, Kofi Annan, é recebido por crianças sírias em campo de refugiados na província turca de Hatay (Foto: AFP)

Oposição desconfia
A oposição síria recebeu com descrédito os relatos de retirada, mas afirmou estar disposta a cumprir com o cessar-fogo, caso o regime do contestado presidente Bashar al Assad o faça.

Ao menos 52 pessoas, 28 delas civis, morreram nesta terça, denunciou uma ONG.

Entre os falecidos também há 19 membros das forças governamentais e cinco rebeldes, mortos nos combates travados por ambas as partes em várias províncias do país, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Imagem divulgada nesta terça-feira (10) pela oposicionista Shaam News Network mostra fogo em prédio atacado na cidade síria de Homs (Foto: AP)Imagem divulgada nesta terça-feira (10) pela oposicionista Shaam News Network mostra fogo em prédio atacado na cidade síria de Homs (Foto: AP)

Fonte: Do G1, com agências internacionais

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