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Argentina apresenta denúncia sobre Malvinas na ONU

O ministro de Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, apresentou nesta sexta-feira a denúncia de Buenos Aires contra o Reino Unido pela “militarização” das ilhas Malvinas, reivindicada pelo país sul-americano.

Em reunião com o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-Moon, o chanceler declarou que o país está preocupado com a presença britânica, que considera “a potência militar mais importante presente no Atlântico Sul”.

Ele também afirmou ter apresentado dados sobre a presença de armas nucleares do Reino Unido na região, mas sem detalhar as provas que o governo argentino possui. Timerman ainda ressaltou o apoio dos países sul-americanos na reivindicação e elogiou os esforços da ONU para a resolução diplomática do conflito.

“Eu lhe disse que contava com a Argentina e aceitamos seus serviços com boa vontade e disse que, se o Reino Unido também aceita, estamos no caminho da solução diplomática”.

Já Ban Ki-Moon se manifestou preocupado com o endurecimento no discurso entre Londres e Buenos Aires.

Segundo o governo argentino, a denúncia pede que sejam vistas pela ONU a violação de 40 resoluções das Nações Unidas pelos britânicos para solucionar o conflito de forma diplomática.

Don Emmert/France Presse
Chanceler argentino Timerman entrega a Ban Ki-Moon denúncia sobre militarização de Malvinas
Chanceler argentino Timerman entrega a Ban Ki-Moon denúncia sobre militarização de Malvinas

REINO UNIDO

O ministério de Relações Exteriores do Reino Unido afirmou nesta sexta-feira, em comunicado, que “não está militarizando o Atlântico Sul” e que sua postura defensiva sobre as Malvinas continua “invariável”.

Uma fonte consultada pela agência Efe disse que “os cidadãos das Falklands (como os britânicos chamam as Malvinas) são britânicos sem discussão e livres para determinar seu futuro”. Ele descartou qualquer tipo de negociação com a Argentina sobre o arquipélago, a não ser que os kelpers (habitantes das Malvinas) queiram.

Nas últimas semanas, às vésperas do 30º aniversário da guerra travada entre o Reino Unido e a Argentina pelas Malvinas, Londres e Buenos Aires aumentaram a disputa pela soberania das ilhas, com 2.913 habitantes, onde desde quinta-feira está o príncipe William da Inglaterra.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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