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Ataque das Farc a radar atrasa voos na Colômbia

Um ataque das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) contra uma instalação de radar na província de Cauca atrasou os voos no sul do país latino-americano e alguns que seguiam para os vizinhos Equador e Panamá, informou a autoridade de aviação civil no sábado.

Os guerrilheiros lançaram mísseis caseiros e cilindros de gás na instalação, matando um policial que guardava o radar, disseram as autoridades.

O ataque destaca a capacidade do grupo de danificar a infraestrutura econômica e prejudicar a população civil do país, mesmo depois de uma década de ofensiva financiada pelos Estados Unidos, que enfraqueceu os guerrilheiros e matou vários de seus líderes.

O radar, cujo alcance é de 300 km, fornece cobertura não apenas para a aviação civil, mas para a luta contra o narcotráfico no país.

REPAROS

O reparo no radar levará vários meses, disse Santiago Castro, diretor da autoridade de aviação civil colombiana.

“A solução para evitar problemas à segurança dos voos é espaçá-los,” disse Castro a jornalistas. “Não sabemos se haverá reduções nos voos, mas haverá atrasos.”

As Farc são consideradas uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela Europa. A ofensiva militar golpeou duramente as FARC nos últimos anos, e reduziu a produção de cocaína em um dos maiores produtores mundiais da droga.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, conseguiu a aprovação de uma série de reformas para corrigir os erros econômicos estruturais que induzem o apoio ao grupo guerrilheiros, devolvendo a terra roubada por paramilitares de direita e por rebeldes a lavradores desalojados.

“Quando um grupo como as Farc ataca instalações que causam problemas para a população civil, essa é uma demonstração de sua fraqueza e desespero porque está afetando a população civil que alega ser sua base de apoio”, disse Santos no sábado.

Melhorias na segurança atraíram um recorde de investimento estrangeiro à economia colombiana, principalmente para as indústrias de mineração e petróleo. Mesmo assim, os ganhos na segurança mascaram questões profundamente enraizadas como a distribuição desigual de terra, a miséria rural, as gangues criminosas crescentes e as fracas instituições.

Tanto os guerrilheiros quanto o governo pediram paz, mas Santos diz que os rebeldes marxistas devem primeiro provar que querem a paz e libertar todos os reféns e suspender os ataques.

DA REUTERS, EM BOGOTÁ

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