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Bombardeios provocam morte de pelo menos 40 na Síria, diz oposição

Pelo menos 40 pessoas morreram nesta terça-feira na Síria em decorrência dos bombardeios e disparos das forças leais ao regime de Bashar Al Assad, segundo um grupo opositor.

Os Comitês de Coordenação Local (CCL) informaram em comunicado que as ações causaram a morte de nove pessoas em Idlib e de oito em Homs, no mesmo dia em que Damasco negou as acusações das Nações Unidas de cometer “crimes contra a humanidade”.

De acordo com a entidade, o Exército sírio bombardeou de modo indiscriminado a cidade de Idlib com tanques e mísseis, e foram ouvidas rajadas de disparos e explosões que afetaram vários imóveis.

Os comitês também documentaram a morte de seis pessoas nos arredores de Damasco, três delas soldados desertores, quatro em Deraa (sul), quatro em Aleppo (norte), quatro em Deir er Zur (leste), três em Hama (centro), uma em Latakia (noroeste) e uma na capital.

Mais cedo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, informou que 23 pessoas, sendo 17 civis, morreram em Homs nesta terça em bombardeios e outras ações do regime.

Nos últimos dias, foram intensificados os movimentos diplomáticos para pressionar o Governo de Damasco, que acusou a ONU de falta de neutralidade e objetividade.

Associated Press
Civis tentam fugir de combate entre Exército e opositores, em Idlib, na Síria; 40 morrem em repressão
Civis tentam fugir de combate entre Exército e opositores, em Idlib, na Síria; 40 morrem em repressão a protestos

CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

Nesta segunda-feira, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que crimes contra a humanidade teriam sido cometidos durante a repressão da revolta popular na Síria.

“A natureza e a escala dos abusos cometidos pelas forças sírias indicam que crimes contra a humanidade provavelmente foram cometidos desde março de 2011”, disse Pillay na sessão especial sobre a Síria na Assembleia Geral da ONU, ao falar sobre a repressão da revolta popular do país, que já deixou cerca de 6 mil mortos em menos de um ano.

Ela pediu que a comunidade internacional atue “urgentemente” para proteger a população civil na Síria dos ataques “sistemáticos” do regime de Assad e lamentou a falta de ação do Conselho de Segurança da ONU na questão síria.

Pillay disse aida que a Liga Árabe respondeu “com determinação” para frear a violência ao propor que os Estados membros da ONU apoiem os seus esforços.

EUA

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, também condenou ontem o regime da Síria por intensificar a violência no país, usando artilharia militar e tanques.

“É lamentável que o regime tenha intensificado a violênica nas cidades de todo o país, incluindo o uso de artilharia e disparos de tanques contra civis inocentes”, afirmou.

Mais cedo, a Casa Branca deu seu apoio à missão de observadores internacionais conjunta da Liga Árabe e da ONU (Organização das Nações Unidas) e estuda como organizar uma força pacificadora no país, pedido da organização árabe que foi recusada pelos militares sírios.

No entanto, não foram revelados os detalhes do envolvimento de tropas americanas na missão. O porta-voz do gabinete americano, Jay Carney, afirmou ainda que o foco do país é pressionar Assad a suspender a ofensiva militar contra os opositores e renunciar.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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