Willames Costa

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Economia

Bovespa avança 0,90% em rodada de poucos negócios

A valorização do Ibovespa, em contraste com as Bolsas europeias e americanas, oculta o fato de que poucos investidores, concentrados em uns poucos papéis, fizeram diferença.

Somente duas ações já responderam por 30% dos negócios de hoje: enquanto a ação preferencial da Petrobras teve alta de 2,62%, a ação de mesmo tipo da Vale teve ganho de 0,92%, com a expectativa de alguns agentes financeiros de que a China também comece a relaxar suas políticas para conter o crescimento.

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O índice Ibovespa avançou 0,90% no fechamento, batendo os 59.198 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,95 bilhões, bem abaixo da média de outubro (R$ 7,11 bilhões/dia).

Com o fim do horário de verão nos EUA, a partir desta segunda-feira, a Bolsa de Nova York passa a abrir uma hora mais tarde, com um fechamento marcado para as 19 h (hora de Brasília), portanto, após o encerramento dos negócios na Bolsa brasileira.

Como Wall Street é a maior “bússola” para os negócios na Bolsa brasileira, fatalmente o giro financeiro deve sofrer. Em outubro, os investidores estrangeiros responderam por quase 36% dos negócios na Bovespa, ante 33,8% dos investidores institucionais e pouco mais de 20% no caso dos investidores pessoas físicas.

O dólar comercial foi negociado por R$ 1,747, em um avanço de 0,28%. A taxa de risco-país marca 217 pontos, número 0,91% abaixo da pontuação anterior.

Na Europa, a Bolsa de Londres recuou 0,29%, enquanto as Bolsas de Paris e de Frankfurt retrocederam 0,63% e 0,62%, respectivamente.

E nos EUA, a Bolsa de Nova York operava em alta de 0,36% às 18h22 (hora de Brasília).

Os desdobramentos da crise no Velho Continente continuam a dominar a atenção dos investidores. Na semana passada, a Grécia assombrou os mercados com a proposta de uma consulta popular sobre as condições (severas) do pacote europeu de resgate financeiro, visto por muitos analistas como uma virtual passagem desse país para fora da zona do euro.

O primeiro-ministro Georges Papandreou recuou da proposta e já avisou que deve deixar o gabinete, enquanto as lideranças gregas sinalizaram a disposição em cumprir os termos da proposta já acertada com a União Europeia.

Agora, os holofotes estão voltados para a Itália, uma das maiores economias mundiais, e portanto, com potencial de estragos ainda maiores. Enquanto o premier Silvio Berlusconi é obrigado a rejeitar especulações a respeito de sua renúncia, investidores e analistas olham com apreensão os próximos desafios do governo italiano.

“Berlusconi enfrentará uma importante votação amanhã, e o noticiário local sugere que seu governo poderia cair, em caso de derrota. Como no caso da Grécia, tudo indica que a renúncia de Berlusconi seria o melhor cenário para a Itália, mas, por ora, os mercados parecem estar sendo mais afetados pelo medo do incerto do que pela esperança de mudança”, comenta Mauro Schneider, economista-chefe da Banif Investimentos.

Com a Folha.com

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