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Cachoeira tinha sócios de fachada em empresa de segurança

O bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal, tinha sócios de fachada numa empresa de segurança que conseguiu contrato com o Governo Federal. A Polícia Federal diz que o grupo do bicheiro montou um esquema de blindagem patrimonial.

Segundo as investigações, a organização criminosa usou laranjas e testas de ferro para figurarem como proprietários de empresas para ocultar a real movimentação financeira.

A Ideal Segurança Limitada, que fica em Goiânia, é citada na investigação como uma delas. Segundo a PF, a empresa está em nome de duas pessoas ligadas ao grupo do bicheiro, mas ele ditaria as regras junto com três sócios.

A Ideal recebeu do Governo Federal cerca de R$ 450 mil desde 2010, segundo informações do SIAFI, o sistema de acompanhamento dos gastos do Governo.

O Jornal da Globo teve acesso a um documento interno, que traz referências financeiras a duas empresas públicas: o Serpro, vinculado ao Ministério da Fazenda, e a Dataprev, subordinada ao Ministério da Previdência.

O nome Dataprev aparece sete vezes com valores que somam mais de R$ 50 mil entre fevereiro e julho do ano passado. No mesmo período, o Serpro aparece seis vezes na tabela, num total de cerca de R$ 42 mil.

O problema, para a PF, é que a Ideal pode ter sido constituída com o uso de recursos ilegais, provenientes de outras empresas que fariam parte de um canal de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, Cachoeira teria investido R$ 100 mil para ter, informalmente, 20% da empresa.

O Serpro diz que fechou contratos de quase R$ 100 mil com a Ideal, entre outubro de 2010 e setembro de 2011 por licitação e que não sabia das ligações do bicheiro com a empresa. A Dataprev não atendeu às ligações do Jornal da Globo.

A Polícia Federal também descobriu que Carlinhos Cachoeira acompanhava de perto os negócios da Ideal. No trecho de uma gravação feita em abril do ano passado ele mandou avisar que o serviço de segurança de um aterro de lixo em Goiás iria passar para empresa Ideal e até orientou como os funcionários deveriam se vestir por causa da presença de funcionários do Ministério do Trabalho no local.

Fonte: http://g1.globo.com

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